(Alteração no texto às 17h14 para correções) – O último boletim enviado ao Campos 24 Horas pela Prefeitura de Campos aponta cinco casos graves suspeitos de coronavírus no município, entre eles duas crianças internadas em estado grave, deixando as pessoas ainda mais preocupadas, principalmente os pais de menores, já que até então pouco se tem falado sobre a COVID-19 em crianças. Ao todo, são nove casos confirmados até agora em Campos, sendo que ainda é aguardado o resultado das duas crianças (veja aqui). Estudos científicos mostram que as crianças são menos suscetíveis ao novo coronavírus e que o número delas com a doença ainda é muito pequeno em todo o mundo. No entanto, isso não diminui a preocupação, os cuidados e a prevenção com a higiene e isolamento social preconizados pela Organização Mundial de Saúde.
Ainda são raras as descrições de casos em pacientes com menos de 18 anos nos estudos publicados até o momento. Além disso, não está claro para os pesquisadores se a baixa incidência é devida a fatores relacionados ao próprio vírus, que poderia estar causando doença pouco agressiva e não diagnosticada ou, então, a questões ambientais, uma vez que a epidemia começou no período de férias e as aulas não foram reiniciadas, o que reduz o risco de transmissão nesta população.
ESTUDO REFERÊNCIA NO MUNDO
Por outro lado, também não é possível concluir que as crianças estejam protegidas, portanto, é importante seguir as medidas de prevenção recomendadas para as infecções respiratórias. Estudo chinês publicado na revista científica Pediatrics com 2 mil 143 crianças, mostrou que 94% delas têm sintomas leves e moderados. E, ainda, que dificilmente a doença evolui para complicações severas.
Já a maioria das crianças mais graves tinha doenças associadas, como bronquiolite, problemas no coração, asma e outros. Para acalmar as mães com crianças que têm essas doenças, outro dado importante dessa pesquisa aponta que nenhuma criança veio a óbito, mostrando a pesquisa que o coronavírus está poupando as crianças.
Outro questionamento é se o coronavírus comprovado na mãe passa para o filho no útero, o que a pesquisa apontou que não. Até o momento não há nenhuma indicação de que a mãe gestante que testa positivo para o coronavírus passe para o bebê, dentro do útero. Todos os estudos que foram feitos mostraram que os bebês e recém-nascidos que pegaram coronavírus foram infectados depois que nasceram, em ambiente externo.