Os consumidores que fazem compras em dólar por meio do cartão de crédito terão mais clareza sobre qual será o real valor da fatura. Isso vai acontecer porque na próxima segunda-feira, dia 2 de março, entrará em vigor a determinação do Banco Central (BC) que exige que os bancos convertam as transações para reais com o câmbio do dia em que foram feitas.
A mudança na regra ameniza o risco cambial de quem compra produtos fora do país ou por meio de sites estrangeiros.
Como, atualmente, a cotação da moeda americana usada é aquela do dia do fechamento da fatura, o cliente fica vulnerável às variações do dólar no mercado financeiro desde a data em que o gasto foi feito até o momento do pagamento da fatura mensal do cartão de crédito.
Por exemplo, no início de fevereiro, a divisa dos Estados Unidos estava valendo R$ 4,249. Na última sexta-feira (dia 21), encerrou os negócios no recorde histórico de R$ 4,392. Em menos de um mês, a cotação subiu 3,3%.
Em novembro de 2018, quando informou sobre as mudanças nas regras para compra em dólar, o BC avaliou que as novas normas aumentam a transparência e permitem a comparação da prestação do serviço porque padroniza as informações sobre o histórico das taxas de conversão nas faturas.
Esses dados terão de ser abertos pelos bancos. Isso permitirá que rankings de taxas de câmbio cobradas pelas instituições financeiras sejam estruturados e divulgados.
Além disso, a fatura terá que apresentar a discriminação de cada gasto, o valor em reais, data, o valor equivalente em dólares e a taxa de conversão do dólar para o real. Ao saber de tudo isso, será possível avaliar quais são os cartões mais vantajosos para compras no exterior.
É certo que a conversão imediata dá mais previsibilidade para os consumidores, mas o turista brasileiro ou mesmo quem compra pela internet em sites estrangeiros pode sair no prejuízo. Se o dólar cair de preço entre a data da compra e a do pagamento da fatura, o cliente deixa de pagar uma conta menor.
Fonte: Extra