Cantora Miúcha será sepultada nesta sexta-feira

Atualizada em 28/12 às 10h04 – O velório da cantora Miúcha começará às 12h desta sexta-feira, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. A cerimônia será apenas para amigos e familiares. O sepultamento está marcado para às 16h30. 

Miúcha morreu nesta quinta-feira, aos 81 anos, vítima de câncer. Ela estava internada no Hospital Samaritano, no Rio, onde tratava a doença. A cantora, que era irmã de Chico Buarque e mãe de Bebel Gilberto, teve uma parada cardiorrespiratória. 

Em seus mais de 40 anos de carreira, Miúcha lançou 14 discos e fez parcerias com vários nomes da bossa nova e da MPB.

A MORTE

A cantora e compositora Miúcha, de 81 anos, morreu no final da tarde de hoje (27), no Hospital Samaritano, em Botafogo, zona sul do Rio, vítima de parada cardiorrespiratória. Nascida Heloísa Maria Buarque de Hollanda, a artista passou mal em casa onde se tratava de um câncer.

Em nota, o Hospital Samaritano, em Botafogo, informou que a cantora e compositora morreu “em decorrência de um quadro de insuficiência respiratória. O hospital se solidariza com os familiares e amigos da cantora”.

Miúcha foi casada com o cantor João Gilberto, com quem tem uma filha, também cantora, Bebel Gilberto. Irmã do cantor e compositor Chico Buarque e das cantoras Ana de Hollanda e Cristina Buarque.

Nos anos de 1970, Miúcha lançou alguns dos maiores sucessos de sua carreira: Maninha (composta pelo irmão Chico Buarque em homenagem a ela), Pela luz dos olhos teus (Vinicius), Vai levando (Chico Buarque e Caetano Veloso), Samba do avião, Falando de amor (ambas de Tom Jobim) e Dinheiro em penca (Tom Jobim e Cacaso), que serviria de inspiração para o irmão Chico criar a música Para todos, título de seu disco em 1993.

A artista gravou discos e apresentou-se em palcos em vários países. O último trabalho dela foi Rosa amarela (1999), foi lançado primeiro no Japão, e inclui clássicos como Doce de coco (Jacob do Bandolim) e composições, como Assentamento (Chico Buarque).