Candidatos apostam em apelidos: Gabi Gol, Zé Bonitinho, Boneco, Tiziu…

Para vencer as eleições, a exemplo do que ocorre sempre a cada quatro anos em outras partes do Brasil, candidatos no Estado do Rio de Janeiro usam uma série de estratégias, entre elas a utilização de codinomes curiosos visando à vitória nas urnas para a Assembleia Legislativa ou Câmara Federal. Assim, Zé Bonitinho, Alexandre Bonito ou Bonitão, alcunhas que remetem à beleza, são alguns dos apelidos exóticos pelos quais diversos candidatos optaram por registrar seus nomes de campanha no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o pleito em outubro.  Mas há outros apelidos curiosos como Boneco, Rolo Compressor, Tiziu, Beicinho, Chupa-Cabra e Farofão.  
Alguns destes apelidos, os candidatos trazem desde a tenra idade, desde o seio familiar, mas adquiridos também na escola ou no local de trabalho.  (leia mais abaixo)

O certo é que, se usassem o nome de batismo, poucas pessoas iriam identificar a pessoa com o candidato, a não ser pela imagem. Neste caso, entra uma estratégia de marketing que injeta identificação do postulante com o seu perfil de seu eleitorado, além de popularizar sua imagem. (leia mais abaixo)    

Um destes candidatos registrou o nome como Xô Dengue, que o identifica como trabalhador como agente comunitário da saúde, o famoso mata-mosquito. Com Ricardinho Gratidão, o apelido o associa em sua forma em ser grato pelo dom da vida e pela oportunidade de ser candidato.  
Rainha do Reboque se vincula à sua atividade profissional neste ramo do transporte. Hermiton Moura Vem Pra Direita logo traz implícita a identificação ideológica do candidato. Barack Obama carrega a semelhança de seus traços com o ex-presidente dos Estados Unidos. Uma qualidade das mais importantes define a personalidade do candidato Alberto Sensato, assim como a forma comunicativa e descontraída de saudação da candidata Fátima Ôba Ôba.  (leia mais abaixo)

Ana Êta Glória também utiliza um bordão com o qual saúda seus irmãos de fé. Uma outra trata todo mundo como “coleguinha”. Foi assim que o TSE recebeu o registro da Bianca Coleguinha, que igualmente lançou mão do apelido pelo qual passou a ser conhecida e obter sucesso nas urnas. 
Há também os que buscam associar os nomes ao perfil de pessoa prestativa com a população de sua área de atuação, como são os casos de Amauri Amigo do Povo ou Amigo das Comunidades. (leia mais abaixo)

Outro candidato pegou carona inteligente no nome da filha mais famosa e se registrou como Bruno Pai da Maria. Outro postulante enfatiza o caráter incisivo de suas afirmações e registrou o apelido de Duras Verdades. No rol dos candidatos como nome exóticos e populares está ainda Cowboy Beleza.   (leia mais abaixo)

Devido à semelhança física do rosto com o atacante do Flamengo, o torcedor rubro-negro Jeferson Thiago Rosário de Sales registrou o nome de candidato como Gabi Gol da Torcida.  
Os apelidos ou codinomes são permitidos no pleito, conforme a resolução 23.609 do TSE. O artigo 25 da resolução prevê que o nome para constar da urna eletrônica terá no máximo 30 caracteres, incluindo-se o espaço entre os nomes. (leia mais abaixo)

O artigo afirma ainda que os nomes dos candidatos podem ser o prenome, sobrenome, cognome, nome abreviado, apelido ou nome pelo qual a candidata ou candidato é mais conhecido, desde que não se estabeleça dúvida quanto à sua identidade, não atente contra o pudor e não seja ridículo ou irreverente.