15/08/2015 às 8h – Foto: Campos 24 Horas

A r t i g o
Suledil Bernardino_________
(*)Secretário de Controle Orçamentário e Auditoria
Na cidade, muitas pessoas não sabem que Campos bateu recordes de investimentos entre 2009 e 2013. Segundo dados atualizados pela Revista MultiCidades, patrocinada pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Campos investiu em 2009 R$ 211 milhões; em 2010, R$ 555 milhões; em 2011, R$ 458 milhões; em 2012, R$ 479 milhões e, em 2013, R$ 418 milhões. A taxa média de investimentos na gestão da prefeita Rosinha Garotinho, excluindo o ano de 2009, ultrapassou a casa de 17% de todo orçamento da prefeitura, superando em investimentos per capita as capitais da região sudeste.
O que muita gente não conhece, porque não visita a periferia da cidade, é que grande parte dessas obras fica embaixo da terra, pois trata-se de obras de saneamento com duplo objetivo de resolver problemas de micro e macrodrenagem e implantação de rede coletora de esgoto com construção de Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs).
Essas obras são referentes aos programas dos Bairros Legais, Morar Feliz e implantação e modernização de novas avenidas para suportar o crescimento de veículos que circulam em nossa cidade. Quem passa pela perimetral Arthur Bernardes não tem ideia das inúmeras elevatórias de coleta de esgoto bombeado para a rede coletora que passa pela Avenida 28 de Março.
A rede de macrodrenagem com galerias celulares, implantada na perimetral, teve que ser construída sobre um berço de concreto para suportar as carretas de mais de 35 toneladas, que cortam a avenida interligando a BR-101 à BR-356. Da noite para o dia, com a queda do barril do petróleo e a receita dos royalties, Campos perde a sua capacidade de investimento e inviabiliza obras estruturantes tão necessárias para atender o crescimento da nossa cidade e isso abala a saúde financeira de qualquer município.