Campos não receberá vacina contra a dengue

Campos está fora da lista das 521 cidades brasileiras selecionadas pelo Ministério da Saúde para receber a vacina contra a dengue via Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de fevereiro. Os 12 municípios selecionados pelo órgão em território Fluminense estão na região metropolitana, são eles:  Rio de Janeiro, Nilópolis, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Itaguaí, Magé, Belford Roxo, Mesquita, Seropédica, Japeri e Queimados.

Em nota, a Prefeitura de Campos informou que aguarda orientação da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES/RJ) quanto ao envio da vacina contra a dengue. “Esclarece ainda que os critérios de distribuição do imunizante são estabelecidos pelo próprio Ministério da Saúde, que priorizou cidades e regiões que se encontram em uma situação epidemiológica mais grave do que o município de Campos. O município segue orientando a população quanto à necessidade de manter o ambiente limpo e livre de água parada, evitando assim a proliferação do mosquito Aedes aegypti, o que consequentemente reduzirá os casos de infecção de doenças como dengue, chikunungya e zika vírus.  Também estará intensificando as ações de combate ao vetor, com a realização de mutirões já a partir dessa sexta-feira, além de campanhas de orientação”.
 
 Entre 1º e 23 de janeiro, Campos registrou 137 casos confirmados de dengue. Foi contabilizado 1 caso confirmado de chikungunya. Não houve registro de caso de zika. Já ao longo de 2023, foram contabilizados 3.493 casos de dengue, deste total dois evoluíram para óbito: (pacientes de 84 anos, morador de Travessão, que morreu em 21 de janeiro, e paciente de 29 anos, morador do Parque Aurora, que morreu em 7 de setembro). Foram contabilizados 52 casos de chikungnuya. Não houve registro de caso de zika.

As cidades selecionadas pelo Ministério da Saúde compõem um total de 37 regiões de saúde que, segundo a pasta, são consideradas endêmicas para a doença. As regiões selecionadas atendem a três critérios: são formadas por municípios de grande porte, com mais de 100 mil habitantes; registram alta transmissão de dengue no período 2023-2024; e têm maior predominância do sorotipo DENV-2. Conforme a lista, 16 estados e o Distrito Federal têm cidades que preenchem os requisitos.

O Ministério da Saúde confirmou que serão vacinadas crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra maior número de hospitalizações por dengue. Os números mostram que, de janeiro de 2019 a novembro de 2023, o grupo respondeu por 16,4 mil hospitalizações, atrás apenas dos idosos, grupo para o qual a vacina não foi autorizada.

“A definição de um público-alvo e regiões prioritárias para a imunização foi necessária em razão da capacidade limitada de fornecimento de doses pelo laboratório fabricante da vacina. A primeira remessa com cerca de 757 mil doses chegou ao Brasil no último sábado. O lote faz parte de um total de 1,32 milhão de doses fornecidas pela farmacêutica.”

“Outra remessa, com mais de 568 mil doses, está com entrega prevista para fevereiro. Além dessas, o Ministério da Saúde adquiriu o quantitativo total disponível pelo fabricante para 2024: 5,2 milhões de doses. De acordo com a empresa, a previsão é de que sejam entregues ao longo do ano, até dezembro. Para 2025, a pasta já contratou 9 milhões de doses.” 

O esquema vacinal será composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. O Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público. A Qdenga, produzida pelo laboratório Takeda, foi incorporada ao SUS em dezembro do ano passado, após análise da Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias no SUS (Conitec).