08/11/2015 às 11h – Foto: Divulgação

Palestras e debates marcaram o sábado (7) no Museu Histórico de Campos com a aula presencial do Curso de Formação de Gestores e Agentes Culturais, organizado pela Secretaria de Estado de Cultura, com o apoio da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima. O evento contou representantes de várias partes do Estado. Os participantes foram recepcionados pela presidente da FCJOL, Patrícia Cordeiro.
– Para Campos é importante receber o curso e representantes de várias cidades, pois podemos trocar experiências e fortalecer a cultura do interior – disse.
Na parte da manhã os alunos participaram da interação e integração cultural “A gente não quer só comida…”, seguido dos painéis “Patrocínio e a cena ao financiamento à cultura no Brasil” com a professora Elaine Costa e “Políticas, Diversidade Cultural e Desenvolvimento: Novos Desafios” com a especialista Deborah Rebello.
Segundo a coordenadora de políticas publicas da Secretaria de Estado de Cultura, Cleise Campos, o curso cumpre o compromisso de estar presente em todas as regiões do Estado. “A lógica do aluno ir para capital se profissionalizar não existe mais, estamos fazendo o caminho inverso.
Cleise destaca a necessidade da qualificação da gestão cultural e foi identificado a necessidade da capacitação em algumas regiões do Estado é urgente, cumprindo uma exigência do Sistema Estadual de Cultura.“Quando mais ações de capacitação, mas a gente potencializa a questão do desenvolvimento na área da cultura nessas cidades”.
O objetivo do curso é potencializar a gestão cultural, descentralizar as ações no Estado e manter a dinâmica da integração entre os municípios. “Campos é uma cidade referência e fazer a aula na cidade, ainda neste patrimônio, o Museu é muito importante para que as outras cidades possam conhecer e trocar experiências. A intenção é estarmos unidos para a criação da política cultural no Estado. Obrigado pela receptividade, sem duvidas vamos avançar muito”, finaliza.
Sobre a crise que o pais enfrentam, a coordenadora de políticas públicas ressaltou a importância da criação para superar a crise. “Vivemos no cenário de crise sempre. A crise faz parte do conflito que nos alimenta e impulsiona a criar. A gente trabalha com elementos subjetivos, simbólicos, abstratos, por isso é importante criarmos e estarmos juntos”.
A primeira peça do Sistema de Cultura é a eleição do Conselho Estadual com representantes de todas as regiões fluminenses. A escolha no Norte será no dia 28 de Novembro em Macaé.