“Campanha não pode bancar despesas do casal”, diz juiz sobre doações para tratar bebê

Após o fim sigilo do caso de casal que fez campanha para ajudar bebê em Joinville, o juiz Márcio Renê Rocha, da Vara da Infância e da Juventude, expediu um despacho que estabelece quais gastos podem ser custeados pelos recursos arrecadados com a campanha AME Jonatas. No parecer do magistrado desta quinta-feira (1°) consta que o dinheiro da campanha não pode ser utilizado para custear despesas dos pais, que são suspeitos de usar dinheiro doado para bancar luxos.

Rocha decretou na sexta-feira (23) o fim do segredo de Justiça no processo que investiga o uso do dinheiro arrecadado pela campanha. Os pais do menino estão sendo investigados por suspeita de apropriação indevida de rendimentos de pessoa com deficiência.

A criança sofre de Atrofia Muscular Espinhal, uma doença degenerativa. As doações foram pedidas para pagar a primeira parte do tratamento. Depois das suspeitas do uso indevido do dinheiro, a Justiça bloqueou os recursos nas contas bancárias.

Na casa da família, os policiais apreenderam na quinta-feira vários objetos de valor elevado, como as alianças do casal, avaliadas em R$ 9 mil, e o carro da família que custou R$ 140 mil, conforme a polícia