O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) volta a julgar, nesta sexta-feira, a ação que pode tornar Jair Bolsonaro inelegível por oito anos. O processo, movido pelo PDT, acusa o ex-presidente de ter cometido abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação em virtude de uma reunião com embaixadores ocorrida no ano passado. Com o placar em 3 a 1 pela condenação, a decisão definitiva dependerá dos votos de três ministros. (leia mais abaixo)
A partir de 12h, Cármen Lúcia, Kassio Nunes Marques e Alexandre de Moraes, o presidente do TSE, vão proferir os votos. Basta ao menos um deles dar um parecer desfavorável ao ex-presidente para formar a maioria necessária entre os sete magistrados pela condenação, que deixaria Bolsonaro inelegível por oito anos contados a partir de 2022 — ou seja, até a disputa eleitoral de 2030. Ele ficaria, assim, impossibilitado de participar dos pleitos municipais de 2024 e 2028 e da eleição nacional de 2026. (leia mais abaixo)
Na sessão desta quinta, os ministros Floriano de Azevedo Marques e André Ramos Tavares seguiram o voto dado pelo relator, Benedito Gonçalves, na terça, e optaram pela condenação. A opinião divergente veio do ministro Raul Araújo. (leia mais abaixo)
Para o colunista do GLOBO Bernardo Mello Franco, a tendência é que o placar final do julgamento seja 5 a 2 conta o ex-presidente. A primeira a votar na sexta será Cármen Lúcia, vice-presidente do TSE, que foi indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 2006, ainda durante seu primeiro mandato à frente do Palácio do Planalto. (leia mais abaixo)
Depois será a vez de Kassio Nunes Marques, o primeiro magistrado indicado por Bolsonaro ao STF, em 2020. (leia mais abaixo)
Havia a expectativa entre aliados de Bolsonaro de que ele pedisse vista de processo para interromper o julgamento, informações que o ministro disse ser “pura especulação”. (leia mais abaixo)
O voto derradeiro será de Moraes, indicado pelo ex-presidente Michel Temer ao STF, em 2017. Anteriormente, o jurista foi ministro da Justiça de Temer. Desde o ano passado, ele preside o TSE. (leia mais abaixo)
No cerne do julgamento está a reunião em julho do ano passado, quando o ex-presidente recebeu 72 embaixadores no Palácio do Planalto para uma reunião em que colocou em xeque o sistema eleitoral brasileiro. (leia mais abaixo)
O encontro foi transmitido pela TV Brasil.
Fonte: Extra