Recebido ontem de forma muito positiva pelo ministro Tarcísio Freitas (Infraestrutura), o novo plano de reestruturação da malha rodoviária federal que passa em Campos e parte da região Norte está cada vez mais próximo de sair do papel. Ao todo, as intervenções aconteceriam em 30 Kms de estrada, possibilitando mais fluidez na travessia dentro do perímetro urbano da cidade e sensível melhoria nas condições de acesso ao Porto do Açu, em São João da Barra. Um levantamento mostra fotos aéreas de onde seriam essas intervenções, como ficariam os traçados e qual o impacto que proporcionariam. (leia mais abaixo)
O plano foi apresentado a Tarcísio ontem, em Brasília, pelo prefeito Wladimir e pela deputada federal Clarissa Garotinho (PROS), responsável por ligar para o ministro e pedir a reunião. A ação repetiu uma estratégia para levar obras a Campos e a outras localidades da região: primeiro, Wladimir faz detalhamento de demandas, e, em seguida, a deputada usa a força do Legislativo para abrir portas nos ministérios. Em outra frente, na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), eles conseguiram avançar na liberação de duas passagens de nível ferroviário para construção de avenidas, o que também ajudaria no tráfego dentro da cidade. (leia mais abaixo)
As demandas mais urgentes do pacote dizem respeito à BR-101 e BR-356, inclusive no trecho de 6 Kms em que as duas rodovias atravessam, coincidentes, o perímetro urbano de Campos. Nesse caso especificamente, a intenção é tornar independentes os sentidos de fluxo entre os Kms 62 e 68 (referência: BR-101), transformando as vias ao longo desse trajeto em mão única e com duas faixas de rolamento. O resultado seria uma duplicação de capacidade de escoamento. Segundo o subsecretário de Planejamento Urbano e Mobilidade, Sérgio Mansur, o tempo de travessia dessas rodovias dentro de Campos é cada vez mais alto, provocando desconforto para usuários dos trânsitos rodoviário e urbano.
“Precisamos acelerar, em Brasília, o atendimento a essas demandas. Até porque essas intervenções serão positivas não só para o desenvolvimento local, mas também para a economia de todo o Estado do Rio e do país. Temos ali grande fluxo de produção agropecuária”, disse a deputada Clarissa Garotinho.
Na outra frente do plano de reestruturação, houve um encontro, algumas horas antes da audiência com Tarcísio Freitas, com técnicos da ANTT e da Ferroviária Centro-Atlântica (FCA). Ali, a demanda é outra, mas muito importante também para o tráfego de Campos, na avaliação dos especialistas. Os representantes da prefeitura conseguiram o comprometimento da FCA e da ANTT de eles estudarem formas de flexibilizar normas que impedem hoje a transformação das duas passagens de níveis em acessos rodoviários para a BR-101. Essas exigências já duram 14 anos, mas há um entendimento de que não fazem sentido, já que não tráfego ferroviário ali. Ou seja ,não há impacto na segurança viária. (leia mais abaixo)
Veja abaixo cada uma das intervenções que fazem parte do plano de reestruturação:
- Parte que está sendo discutida no Ministério da Infraestrutura
INTERVENÇÃO 1:
A prefeitura pretende tornar independentes os sentidos de fluxo entre os Kms 62 e 68 (referência: BR-101), transformando as vias ao longo desse trajeto em mão única e com duas faixas de rolamento cada. Seria um conjunto de intervenções em quatro partes.
Parte 1: Transferência para administração federal do trecho urbano correspondente à ponte municipal Alair Ferreira e suas vias de Acesso (Avenida Estilac Leal e Rua Espirito Santo), totalizando cerca de 2 km, com a conclusão das obras do dispositivo para interligação com a BR 356/101
Parte 2: Duplicação das faixas de rolamento num trecho de 1.200 metros, entre os km 64,1 (Rua Rocha Leão) e 65,3 (acesso ao Shopping Boulevard) da BR 101/356, com utilização dos acostamentos e da Faixa de Domínio existente
Parte 3: Execução das obras de ampliação da capacidade de tráfego entre os km 65,3 e 67, cujo projeto e os custos já foram incluídos na revisão tarifária da atual concessionária da BR 101/RJ (projeto sob obrigação da concessionária)
Parte 4: Duplicação de faixas de rolamento entre os km 67 e 68, visando eliminar os impactos provocados pelo acesso ao Terminal Rodoviário de Campo
INTERVENÇÃO 2
Complementação da duplicação do trecho urbano da BR 356/RJ, coincidente com a Avenida Presidente Kennedy, numa extensão de 1.200 metros. Obra de baixo custo, com faixa de domínio preservada e que promoverá maior fluidez e segurança ao trafego rodoviário e urbano concorrentes
INTERVENÇÃO 3
Construção de um trecho de cerca de 8 km interligando a rodovia RJ 238 (Estrada dos Ceramistas) à BR 356 (próximo ao km 154), criando uma nova alternativa de acesso rodoviário ao Porto do Açu, evitando-se a travessia urbana.
INTERVENÇÃO 4
Aceleração do projeto de reestruturação da BR 356/RJ entre Campos e São João da Barra, incluindo a atual RJ 238 (Estrada dos Ceramistas), conforme projeto do DNIT já aprovado
Explicação das fotos:
Linha Vermelha: a construir
Linha preta: já existente
Linha Amarela: a construir pela concessionária
- Parte que está sendo discutida com a ANTT e com a Ferroviária Centro-Atlântica
INTERVENÇÃO 1
Transformação da passagem de nível da linha férrea administrada pela FCA no Acesso Nordeste. Liga a Avenida José Carlos Pereira Pinto à BR-101. A obra possibilitaria numa alternativa de acesso à cidade de Campos. Hoje, quem vem do Espírito Santo tem que passar pela ponte General Dutra, que atende à BR-101. Esse trajeto está com sua capacidade sobrecarregada.
INTERVENÇÂO 2:
Transformação da passagem de nível da linha férrea administrada pela FCA no Acesso Codin. Acessa a BR-101, levando ao distrito industrial de Campos.