Atualizada às 14h47 – A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta segunda-feira (16), a operação Ulysses em Campos, visando cumprir cinco mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária de investigados nos atos antidemocráticos pós 2º turno das eleições presidenciais, bem como dos atos ocorridos no dia 08 de janeiro deste ano. O bombeiro militar do Rio de Janeiro, subtenente do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, Roberto Henrique de Souza Júnior, de 52 anos, lotado em Guarus, foi preso na ação. Outros dois alvos de mandados de prisão são procurados. (leia mais abaixo)
O subtenenteestá na corporação há 33 anos e foi candidato a deputado federal nas eleições de 2018. À época, o bombeiro disputou o pleito pelo partido Patriota, partido ligado a base do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sob o nome de Júnior Bombeiro. Ele teve apenas 1.260 votos.(leia mais abaixo)
O secretário de Estado de Defesa Civil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Leandro Monteiro, afirmou que o suboficial foi afastado das funções.(leia mais abaixo)
“O Corpo de Bombeiros do Rio repudia veementemente quaisquer atos que ameacem o Estado Democrático de Direito. Será instaurado, ainda hoje, um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar a participação do bombeiro da corporação em ataques contra o patrimônio público e em associações criminosas visando à incitação contra os poderes institucionais estabelecidos, o que é inadmissível”, disse Monteiro.(leia mais abaixo)
Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que “acompanha de perto a operação da Polícia Federal e segue ao dispor das autoridades para colaborar nas investigações”. Júnior está preso conforme decisão judicial e será conduzido, ainda nesta segunda, ao Grupamento Especial Prisional da (GEP) da corporação, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, onde ficará à disposição da Justiça.(leia mais abaixo)
A OPERAÇÃO
Segundo a PF, a investigação iniciou com o fim de identificar lideranças locais que bloquearam as rodovias que transpassam o município, a organização das manifestações vistas em frente aos quartéis do Exército nesta cidade e, por último, a participação dos investigados e de outras lideranças na organização e financiamento dos atos que desencadearam a depredação dos prédios públicos e dos atentados contra as instituições democráticas ocorridas no dia 08 de janeiro.(leia mais abaixo)
Ainda de acordo com a Polícia Federal, durante a investigação, foi possível colher elementos de prova capazes de vincular os investigados na organização e liderança dos eventos. Além disso, com o cumprimento hoje dos mandados judiciais, expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, será possível identificar eventuais outros partícipes/coautores na empreitada criminosa.(leia mais abaixo)
Os crimes investigados são os constantes no art. 288 (Associação Criminosa), 359-L (Abolição Violenta do Estado Democrático de Direito) e 286, parágrafo único (Incitação das Forças Armadas contra os poderes institucionais), todos do Código Penal.