Asflucan pede apoio ao estado para garantir aumento da produção de cana

1°/07/2015    –    às 17h52      –      Foto: Divulgação
cana-de-acucarO presidente da Associação Fluminense dos Plantadores de Cana (Asflucan), Eduardo Crespo, buscou apoio da secretaria estadual de Agricultura para viabilizar o aumento da produção de cana na região. Ele esteve reunido com o secretário da pasta, Christino Áureo, e sugeriu a participação do segmento agrícola no incentivo fiscal concedido às usinas. Também participaram do encontro o presidente do Sindicato Rural de Campos, José do Amaral, diretores da Asflucan e os produtores Chaquib Abílio e Luís Carlos Henriques.

Através do decreto 43.739/12, a tributação do álcool passou de 24% para 2% e a do açúcar baixou de 7% para 2%. Em contrapartida à desoneração, o estado exige que as usinas façam investimentos no setor. Crespo sugeriu a regulamentação para que a indústria possa investir no plantio externo da cana, situação que beneficiaria tanto às usinas, quanto aos produtores.

“O maior gargalo do setor é a falta de cana. Queremos participar ativamente deste investimento. Precisamos que o estado reconheça o investimento por parte das usinas no plantio de cana dos produtores como uma obrigatoriedade. Isso não significa que as usinas não queiram fazer. Mas, a partir do reconhecimento do estado, a indústria terá como realizar o investimento e prová-lo na prestação de contas. A produção que garantirá o sustento do produtor é a mesma que serve de matéria prima para a usina”, observou o presidente da Asflucan.

Segundo Eduardo, o secretário entendeu e aprovou a ideia. “Ele nos pediu para buscar entendimento com as usinas antes de voltarmos a conversar. Já estamos fazendo isso”, disse.

Devido a diversos fatores, dentre eles climáticos – na última safra o setor viveu a pior estiagem da história – ,o volume de cana fornecido às usinas tem sido cada vez menor e, com isso, a indústria está ficando com sua capacidade de moagem ociosa, por falta de matéria-prima.

“Não queremos o dinheiro, queremos o serviço. A Usina pode investir no plantio externo, dando área plantada aos produtores, adubo, sementes. A proposta é de que o investimento feito pela usina na área de plantio dos produtores seja proporcional ao volume de produção, utilizando como base de cálculo R$ 10 por tonelada de cana. Se este recurso está deixando de ir para o cofre do estado, significa que o estado está abrindo mão de receita para que haja investimento no setor”, finalizou Crespo