Anvisa faz alerta sobre pomadas para cabelo. Veja lista das proibidas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um novo alerta, nessa quinta-feira (6/2), sobre os riscos do uso de pomadas para modelar, fixar ou trançar cabelos. (leia mais abaixo)

Segundo dados da agência, os casos de irritação ocular relacionados a esses produtos são mais frequentes no período próximo às festas de Carnaval, quando o uso aumenta significativamente. (leia mais abaixo)

Em 2023, casos de hospitalização foram tão frequentes que levaram a Anvisa a proibir todos os produtos desta categoria. Desde então, marcas têm sido analisadas mais a fundo e aprovadas ou recusadas pela agência fiscalizadora. (leia mais abaixo)

Nos últimos dois anos, a Anvisa cancelou a autorização de aproximadamente 1.500 produtos dessa categoria e implementou regras mais rigorosas para pomadas capilares. A lista dos produtos permitidos, um total de 490, foi atualizada na terça-feira (4/2) e pode ser consultada neste link. (leia mais abaixo)

Como fazer o uso seguro?
A Anvisa orienta os consumidores a evitar produtos irregulares que não constam na lista de itens autorizados. Além disso, é fundamental ler o rótulo e seguir as instruções do fabricante, aplicando o produto com moderação e evitando o contato com os olhos. Em caso de banho de piscina ou mar, é recomendado redobrar a atenção para evitar que o produto escorra para a região ocular. (leia mais abaixo)

Em situações de irritação prévia no couro cabeludo ou olhos, o uso deve ser adiado. Se houver o contato acidental com os olhos, é essencial fazer a lavagem imediata com água corrente por pelo menos 15 minutos. Caso sintomas como dor, vermelhidão ou alteração na visão persistam, deve-se buscar atendimento médico. (leia mais abaixo)

Impactos na saúde ocular – Em dezembro de 2023, mais de 100 pessoas foram hospitalizadas no Rio de Janeiro por culpa das pomadas modeladoras. As vítimas sofreram queimaduras nas córneas após o contato dos produtos com os olhos, muitas vezes durante banhos de piscina ou praia. (leia mais abaixo)

Em entrevista anterior ao Metrópoles, o oftalmologista Gustavo Serra, especialista em córnea no Visão Hospital de Olhos, em Brasília, explicou que substâncias como o álcool propilenoglicol, presente em alguns destes produtos, podem causar lesões graves, incluindo cegueira temporária. (leia mais abaixo)

“A córnea é a lente que fica na frente do olho, é uma das regiões mais sensíveis do corpo. O trauma químico pode levar a uma perfuração dessa região, mas o tratamento precoce pode prevenir danos permanentes”, afirmou Serra. (leia mais abaixo)

Sintomas como ardência, dor, vermelhidão e fotossensibilidade devem ser tratados com urgência. A lavagem imediata dos olhos e a busca por atendimento especializado são medidas essenciais para evitar complicações.