Os quatro estudantes da rede pública municipal de Campos que enviaram dois experimentos ao espaço em junho, em um projeto envolvendo alunos brasileiros pela primeira vez e a agência espacial norte-americana (NASA), acabam de ser contemplados com um curso de Inglês do CNA. Desde sábado (18), o “Quarteto do Espaço”, como os meninos gostam de ser chamados, iniciaram as aulas do primeiro de dois estágios intensivos, Básico 1 e 2, podendo ter o benefício estendido a mais dois estágios, do nível Intermediário, dependendo do desempenho deles. As experiências foram apoiadas pela Prefeitura de Campos e pelo Clube de Astronomia Louis Cruls.
— Nós, do CNA, nos sentimos muito felizes em poder ajudar esses meninos. Desejamos que eles continuem com essa incrível dedicação e explorem o seu potencial ao máximo — afirmou a diretora pedagógica do CNA Ouvidor, Livia Barcellos. “O inglês é a língua falada pelo mundo. E se eles investirem na carreira de cientistas ou fizerem um intercâmbio, dominar o idioma será fundamental”, afirmou o coordenador de Língua Inglesa da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esporte (Smece), Miguel Fusco, que intermediou a concessão das bolsas.
Para o aluno Ravelly Fernandes, essa é uma oportunidade que ele e os amigos não vão deixar escapar. “Eu sei que se um dia a gente sair do Brasil, o inglês vai ser muito importante, por isso eu e os outros meninos do Quarteto do Espaço vamos dar tudo de nós. Estou ansioso para começar logo as aulas e espero conseguir mais dois estágios”, afirmou o garoto.
Alunos da Escola Municipal Dr. Getúlio Vargas, no distrito de Tócos, na Baixada Campista, Ravelly, Cristian dos Santos, Thiago Marques e João Victor Quitete, de 13 anos, do 7º e 8º anos, mandaram ao espaço um experimento com carne salgada, para testar o comportamento do material em microgravidade, radiação e diferente temperatura. Dependendo do resultado, a carne salgada, que abriga microorganismos de ambientes hipersalinos, poderá ser utilizada na dieta de astronautas. Jovens da FMIJ também fizeram o experimento com sementes de alface e caruru que serão comparadas a outro lote não enviado para o espaço. (Leia sobre o experimento AQUI)
— Acompanhar esses meninos foi uma grande honra, porque eles conseguiram um feito inédito no Brasil, participando desse projeto que existe desde 2014 e já envolveu 54 países. A experiência deles foi destaque não apenas aqui, mas em toda a mídia do país. Eles ultrapassaram as fronteiras da própria escola e foi muito gratificante trabalhar com o grupo. Sou professora há 30 anos e acredito muito na educação pública de qualidade — afirma a orientadora do quarteto Claudete Soares.
Fonte: Comunicação PMCG