Alunos da Fac. de Medicina protestam contra aumento

28/10/2015   às   17h36  –   Foto: Carolina Barbosa / Folha da Manhã

Faculdade de medicina ato 2O reajuste das mensalidades da Faculdade de Medicina de Campos (FMC) em torno de 18% provocou manifestações dos acadêmicos na tarde desta quarta-feira (28) na frente da instituição médica no Centro de Campos. Os acadêmicos reclamam que o valor das parcelas para alunos antigos subiu para R$ 6 mil e para os alunos que vão ingressar R$ 7 mil. A manifestação constou de palavras de ordem, faixas, cartazes e apitos para chamar a atenção de pedestres, motociclistas e motoristas que passaram entre 12h e 13h em frente à instituição.

Mas os valores são discrepantes, se comparados aos informados pelo diretor da Faculdade de Medicina, o médico Nélio Artiles. “Mesmo com o reajuste, a FMC ainda é a que pratica o menor valor nas mensalidades para cursos de medicina entre as universidades particulares do Estado do Rio de Janeiro”, disse.

Ele informou que os valores para os acadêmicos antigos sofreu reajuste para R$ 4.850 e para R$ 6.000 em função dos custos da manutenção dos laboratórios e dos materiais utilizados nas aulas práticas na Faculdade e no Hospital Álvaro Alvim. Ele destaca que a FMC não tens fins lucrativos e tem gestão com participação das entidades das sociedade civil, como Rotary Clube, CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas, dentre outras entidades.

O diretor explica que os valores das mensalidades para alunos antigos e para novos foram estabelecidos pela Fundação Benedito Pereira Nunes  – que  é a entidade mantenedora da Faculdade de Medicina e do Hospital Escola Álvaro Alvim (HAA).

Por meio de Nota à imprensa, a Fundação Benedito Pereira Nunes se manifestou:

“As decisões relativas ao reajuste das mensalidades foram tomadas com base nas planilhas de custo apresentadas aos representantes dos discentes; a inflação oficial está longe de representar a evolução dos custos de manutenção da Faculdade de Medicina de Campos; as instituições, mantenedora e mantida não são contempladas por qualquer espécie de subsídio ou subvenção. Os custos são sustentados 100% pelas mensalidades pagas pelos alunos; a mensalidade cobrada, atualmente, é a mais barata dentre as cobradas pelas escolas médicas particulares do Estado do Rio; o resultado financeiro da instituição além de cobrir os custos de mantê-la funcionando tem que provisionar recursos para os investimentos necessários para atender as determinações do MEC e garantir suas notas de avalia&c cedil;ão; no momento a Faculdade de Medicina de Campos está em processo de transição para a dupla entrada, como todas as outras escolas médicas do Estado”.

O diretor da Faculdade, Nélio Artiles explicou o que significa a entrada dupla: “Até hoje são 90 novos alunos a cada vestibular, mas a partir de 2016 serão apenas 45, com nova modalidade de curso, comum nível de qualidade acentuada, porque a proposta é manter o elevado nível de qualidade que tem colocado a Faculdade de Medicina de Campos entre as melhores do Brasil. Temos um elevado índice de aprovação nos certames para residência médica. Estamos com as inscrições abertas para o vestibular, e já temos mais de mil inscritos, mas passará de dois mil. Como a demanda tem aumentado, estamos solicitando autorização ao MEC para aumentar. Resta enfatizar que os custos das escolas médicas são elevados, e que no Estado do Rio, a nossa escola (FMC) é uma instituição sem fins lucrativos, mantida pela Fun dação Benedita Pereira Nunes, que mantém a Escola de Medicina e o Hospital Álvaro Alvim”, destacou Nélio Artiles.