“Prevenção é diferente de Educação. Não adianta só campanhas de prevenção, se não houver uma educação continuada”. O alerta é da presidente da Associação Irmãos da Solidariedade, Fátima Castro, que diz que acha importante se falar em prevenção, mas tem que haver uma campanha intensa de educação, caso contrário, o que se verá é o Aids continuando a matar como vem sendo apontado frequentemente. E, principalmente neste período de Carnaval, alerta que a camisinha ainda é a melhor arma de combate ao vírus HIV/Aids e DST´s em geral.
– Infelizmente aqui no Brasil é verão, sol, mar e festa o ano todo e as pessoas, entre um gole e outro, acabam deixando de lado a camisinha. Tem gente até que acha que os medicamentos que surgiram agora, como o PREP, por exemplo, substituem a camisinha, o que não é verdade. Quando falo em questão de educação, é justamente neste sentido, ensinando as pessoas, educando – acrescenta Fátima Castro.
A presidente da entidade diz que há 30 anos vem falando sobre o mesmo assunto, mas, infelizmente, tem gente que ainda não entende. Prova disso, explica Fátima Castro, é o número crescente de pacientes que atende na Casa, tanto na parte de ambulatório quanto na parte de pedido de internação, de Campos e da região.
– As pessoas quando veem um paciente aparentemente bem, pensam que tudo mudou, que acabou a doença. O que acontece que agora eles têm uma sobrevida baseada em outros medicamentos mais fortes, alimentação equilibrada, vida regrada, entre outros fatores que dão a eles essa sobrevida. Mas a doença existe e os cuidados de antigamente são os mesmos que se deve ter hoje – explica a presidente.
SEM AMBULÂNCIA – A Associação Irmãos da Solidariedade é a única do interior do Estado do Rio que abriga portadores do vírus HIV. Hoje são quase 40 pessoas que residem na instituição e mais de 100 assistidos. Os residentes são assistidos com medicamentos, equipe médica 24h, equipe multiprofissional de saúde, além de atendimento jurídico, assistencial, entre outros. “Nossa luta é diária e agora estamos na batalha para conseguirmos uma ambulância, porque no momento estamos sem. não sei o que fazer se um paciente passar mal lá dentro. Mas, mesmo assim, estou otimista, porque nos foi prometido uma”, finaliza Fátima Castro.