Pedreiro admite ter matado servidora de Italva em Grussaí

Quinta-feira, 25 de outubro de 2012 (Fotos:Campos 24 Horas/Arquivo)
Assassino confesso disse em depoimento na 134ª DP/Centro que pegou o dinheiro da vítima e queimou as roupas para eliminar as provas

O pedreiro Fernando Faria Negrin, 42 anos (foto ao lado), principal suspeito de matar a colega de trabalho na Prefeitura de Italva Adriana Silva Aguiar, que tinha 33 anos, e ainda enterrá-la viva em Grussaí, no município de São João da Barra (SJB), recebeu autorização médica nesta quinta-feira (25), no Hospital Ferreira Machado (HFM), em Campos, para prestar depoimento na 134ª Delegacia de Polícia (DP/Centro). Durante quase quatro horas, ele apresentou nova versão para o crime, descoberto no último dia 17.

No depoimento à delegada titular da 145ª DP/SJB, Madeleine Farias, Fernando admitiu ter matado Adriana sem a ajuda de ninguém e alegou não ter premeditado a morte da servidora pública. Ele disse que sentia atração pela vítima, porém negou que os dois tivessem um relacionamento amoroso.  

Segundo Fernando, como pedreiro, ajudava a construir a casa de Adriana em Italva e com o argumento de que o material de construção em Grussaí era mais barato, conseguiu leva-la até a praia, no último dia 4. Já no imóvel, o suspeito disse que a seduziu e os dois acabaram mantendo relações sexuais. Em determinado momento, a servidora teria pedido para ficar morando na casa, já que estaria recebendo ameaças.

Diante da negativa de Fernando, os dois acabaram discutindo e entrando em luta corporal. O pedreiro teria agarrado o pescoço da vítima com muita força e ela acabou tendo uma hemorragia pela boca. O pedreiro afirma que acreditou ter matado a colega de trabalho e a enterrou no quintal da residência. Quatro dias depois, ele retornou a casa e fez um buraco mais fundo para ocultar melhor o corpo. O pedreiro revelou que pegou R$ 800 que estavam com a vítima e que queimou as roupas de Adriana para se livrar das provas.

A delegada Madeleine explicou que a necropsia no Instituto Médico Legal (IML/Campos) comprovou que a traqueia de Adriana estava quebrada e que havia resíduos de areia nos pulmões, o que atesta que a servidora foi enterrada viva. Fernando está com prisão temporária de 30 dias decretada pela Justiça. Depois de prestar depoimento ele foi levado de volta ao HFM, onde ficou internado sob custódia policial.

Madeleine tem 20 dias para concluir o inquérito e remetê-lo ao Ministério Público (MP), a fim de que apresente denúncia à Justiça.  

Relembre o caso (na foto ao lado, um policial aponta parte do corpo que aparecia nos fundos da cada em Grussaí, antes da chegada do perito policial).

O corpo de Adriana foi encontrado na tarde do último dia 17 enterrado embaixo de um cômodo em construção nos fundos da casa de Fernando, no loteamento Telê Santana, na praia de Grussaí.

Fernando, que mora na zona rural de Cardoso Moreira, foi levado no dia 17 a Grussaí por policiais civis da 148ª DP/Italva, já que figurava como principal suspeito do crime. Assim que chegaram a casa, os policiais desconfiaram do forte odor. Fernando disse que iria apanhar uma ferramenta para ajudar nas escavações e foi a um cômodo, onde tentou se matar cortando o pescoço com uma faca.

Fernando foi socorrido pela equipe do Resgate da Prefeitura de São João da Barra e levado para o HFM.  Policiais e bombeiros fizeram escavações no quintal da casa depois de Fernando foi socorrido e encontraram o corpo embaixo de um cômodo em construção.

Desaparecimento – Adriana (foto abaixo) foi vista pela última vez no último dia 4, na parte da manhã, num ponto de ônibus do município de Cardoso Moreira. Adriana estava indo trabalhar e não mais voltou para casa.

No dia 7 de outubro último, data do primeiro turno das Eleições 2012, a auxiliar de serviços gerais estava escalada pela Justiça Eleitoral para trabalhar, data em que completou 33 anos, mas não compareceu e nem justificou a sua ausência.