sexta-feira, 17 de abril de 2015 – Foto: Roberto Joia/Secom
Os acolhimentos da Fundação Municipal da Infância e da Juventude guardam realidades distintas e desenvolvem serviços diferenciados para crianças e adolescentes. Em todos, os acolhidos devem levar uma vida o mais aproximado possível do que teria em uma família.
– Eles levam uma vida normal: comem, vão para escola, fazem cursos profissionalizantes, arrumam suas coisas, tem orientadora para ajudar nas tarefas escolares, fazem atividades físicas. Acolhimentos são provisórios e os adolescentes têm de voltar para a família. Somente se a família não se reestrutura para esse adolescente é que ele vai para a adoção. Em geral, adolescentes vão para acolhimentos por fugirem a um comportamento social, enquanto crianças por negligência dos pais – destaca Airton Évio de Souza, coordenador do Conviver, acolhimento para adolescentes com idades entre 12 e 18 anos, que hoje conta com 11 acolhidos.
Coronel reformado da Polícia Militar, pedagogo, ex-diretor dos antigos Criam e do Desipe e ex-presidente dos Conselhos Municipais de Assistência Social e dos Direitos da Criança e do Adolescente, Airton esclarece que crianças e os adolescentes devem ter, em suas vidas, pessoas ou mesmo uma só pessoa que desempenhe o papel de pai (limite) e da mãe (afeto, compreensão). “Também nos acolhimentos, eles devem reconhecer, em algumas pessoas, o respeito aos limites e à compreensão”, desstaca.