terça-feira, 18 de fevereiro de 2014 – Foto: Saulo Garcez / Campos 24 Horas/arq
Vereadores lamentaram as mortes que ocorreram neste fim de semana na BR
Os trabalhos na Câmara de Vereadores de Campos foram reabertos na tarde desta terça-feira (18). Na primeira sessão ordinária após o recesso parlamentar, o presidente do Legislativo, vereador Edson Batista, abriu os trabalhos saudando a todos, e logo anunciou que a Casa já alugou um imóvel próximo à sede da Câmara para implantar a Escola de Gestão Pública e também está em entendimento com o Ministério das Comunicações, em Brasília, visando a implantação de um canal aberto de televisão para que as sessões possam ser transmitidas para todos e não apenas aos assinantes de tvs a cabo e internautas.
Os vereadores lamentaram as mortes que ocorreram neste fim de semana na Rodovia BR-101. O plenário aprovou por unanimidade voto de repúdio de autoria da vereadora Auxiliadora Freitas à concessionária Autopista Fluminense, que administra rodovia, de Niterói até a divisa com o Espírito Santo. Para a vereadora, é a melhor maneira do Legislativo demonstrar a insatisfação e a situação dramática que a população está vivendo, bem como os riscos a que todos estão submetidos ao trafegar pela rodovia.
O vice-presidente da Câmara, Jorge Magal, aproveitou para propor moção de aplausos ao juiz da 1ª Vara Cível de Campos, Ralph Manhães, e ao promotor Leandro Manhães, pela suspensão da cobrança de pedágio nas praças de Serrinha e de Guandu. Embora a cobrança já tenha sido retomada por decisão da Justiça (em segunda instância), Magal disse que a decisão judicial em primeira instância foi acertada, “já que a cobrança da tarifa, principalmente no km 40 em Guandu é ilegal, pois o trecho não será duplicado, segundo informou a própria concessionária Autopista Fluminense”.
Edson Batista lembrou as ações definidas na audiência pública realizada no último dia 12 para debater a qualidade dos serviços prestados pela concessionária na BR 101. Uma das medidas, segundo o presidente, será a ampliação da atuação do Parlamento Regional para uma articulação junto aos deputados que representam a região na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
“Está sendo feito um levantamento de quantos pacientes são atendidos no Hospital Ferreira Machado vítimas de acidente na BR e o custo de cada um, a fim de instituir a cobrança de uma taxa visando cobrir os gastos que os municípios têm. O bolso é a parte mais sensível para vencermos a queda de braço com esse Golias aparentemente invencível”, afirmou o presidente da Câmara, destacando que, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal, são registrados três acidentes/dia na rodovia e 50 mortes por ano, sem contar os que vêm a óbito no hospital. “A dívida social da empresa é enorme”.
Gil Vianna pediu que a Câmara solicitasse explicações à Autopista Fluminense também em relação às condições da pista da BR 101. O vereador disse estranhar as cenas de acidentes neste fim de semana com pelo menos seis veículos tombados ao longo da rodovia e outros carros rodando na pista. “Eu mesmo, que vinha trafegando entre 80 e 90 quilômetros por hora, temi que o veículo derrapasse, tamanha a falta de aderência. Deve estar havendo algum problema na qualidade do piso do asfalto”.
Por fim, já ao término da sessão, vereadores da oposição encaminharam ao plenário pedido de informações ao Executivo sobre o atraso de obras, assim como os valores dos serviços. Diante da pronta intervenção do líder do governo, que apresentou dados e números relacionados aos custos e pagamentos, encaminhados pela Secretaria Municipal de Obras, a maioria governista rejeitou o requerimento.