Até chegar a uma situação de equilíbrio nas contas do município, priorizando honrar compromissos com os servidores, o prefeito Wladimir Garotinho (PSD) buscou se inteirar do tamanho gigantesco dos problemas herdados pelo governo anterior, que deixou uma dívida de R$ 106 milhões com os servidores, mas apenas R$ 2,9 milhões em caixa. E para piorar a situação, não foi feita previsão e reserva de recursos para quitação dos compromissos em janeiro. Além disso, o novo prefeito logo identificou outros problemas, como revelou pelas redes sociais ao desvendar o tamanho do rombo. “Conseguimos, enfim, ter uma noção preliminar dos números da prefeitura. Agora tenho uma certeza: não era só uma questão apenas de incompetência. Destruíram os sistemas de controle interno, maquiaram os números na prestação de contas ao tribunal, pagaram e reconheceram dívidas dos amigos do poder ao apagar das luzes”, denunciou. (leia mais abaixo)
De pé da situação, o prefeito pediu com urgência uma reunião com técnicos do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) e da Secretaria Estadual de Fazenda para mostrar os problemas e buscar alternativas. No TCE, ele apresentou o grave quadro fiscal e financeiro da Prefeitura de Campos à conselheira, Marianna Willemen. “Teremos dias difíceis, mas a cidade de Campos agora tem um líder que não vai se esconder diante das dificuldades”, avisava. (leia mais abaixo)
Já na reunião com Secretário de Estado de Fazenda, Guilherme Mercês, Wladimir Garotinho tratou da elaboração de um convênio entre as Secretarias de Fazenda de Campos e do Estado, para unificar o Cadastro dos Contribuintes. Foi também anunciada uma cooperação técnica para fazer uma auditoria nas contas da prefeitura. (leia mais abaixo)
Uma das dificuldades apresentadas por Wladimir Garotinho à conselheira e ao secretário de Estado foi a impossibilidade de pagar o mês de dezembro e parte do 13º aos servidores. Além da dívida de R$ 106 milhões com o funcionalismo e menos de R$ 3 milhões em caixa, havia ainda uma dívida inicialmente apurada de quase R$ 500 milhões, ou seja, meio bilhão de reais. (leia mais abaixo)
Wladimir também tem buscado honrar o pagamento dos salários em atraso dos trabalhadores que recebem por Regime de Pagamento Autônono (RPAs). O saneamento das contas e o equilíbrio financeiro permitem à Prefeitura, como maior gerenciadora de recursos do município, cumprir também um papel fundamental que é o de fazer circular dinheiro na economia local. Somente este ano, ao efetuar o pagamento de março e o remanescente do 13º salário dos aposentados e pensionistas, o poder público municipal injeta um montante de quase R$ 300 milhões no comércio local nos primeiros três meses de gestão. (leia mais abaixo)
— Estamos fazendo um esforço imenso para organizar o quadro que encontramos. Sempre dissemos que seria difícil, que não haveria fórmula mágica, mas planejamento, muito trabalho, muitas reuniões, busca de soluções, com diálogo, cooperação e articulação com os governos e a sociedade. Estamos no caminho certo para cumprir o que prometemos, de em 12 meses honrar 15 folhas de pagamento, parte que herdamos do governo passado – disse o prefeito.