Enfim, o clima de ansiedade e incerteza cedeu lugar a uma sensação de alívio. Com a votação da Lei Orçamentária Anual (LOA), na última quarta-feira, pela Câmara de Vereadores, as instituições filantrópicas e entidades assistenciais do município que dependem das verbas de convênios com a prefeitura de Campos puderam respirar com tranquilidade. A reportagem do Campos 24 Horas ouviu as presidentes de duas instituições: Pryscila Marins, da Apoe (Associação de Proteção e Orientação aos Excepcionais), e Fátima Castro, da Associação Irmãos da Solidariedade, que dá assistência a 200 pacientes soropositivos (Aids). (Leia mais abaixo)
“Vivemos uma situação que nunca passamos, e não foram poucas vezes nos perguntamos: o que fazer? Porque já estávamos com nosso gás industrial, a água e a farmácia em atraso. Temos nossos funcionários, todos com carteira assinada, que também estavam sob aquele clima ruim de incerteza”, comentou Fátima Castro, presidente da Associação Irmãos da Solidariedade. (Leia mais abaixo)
Fátima classificou a situação antes da aprovação da LOA como desesperadora. “Foi uma situação de desespero diante daquela indefinição porque, afinal, somos a única casa de apoio do Estado a pacientes soropositivos, e todos vivem aqui. Eles não vem para cá apenas fazer sua fisioterapia ou se alimentar. Eles moram aqui. São pessoas em situação de vulnerabilidade, muitos deles moravam na rua e são invisíveis para a sociedade’’. (Leia mais abaixo)
“O Wladimir sempre foi correto comigo assim como todos os outros prefeitos também porque realizamos este trabalho idôneo há 35 anos. O presidente da Câmara (Marquinho Bacellar) não veio ainda, espero que venha pois já foi convidado. A Aids no Brasil não acabou. No país há ainda 1 milhão de pacientes. (Leia mais abaixo)
Já a advogada Pryscila Marins, presidente da Apoe/Campos (Associação de Proteção e Orientação aos Excepcionais), considerou que “os vereadores não poderiam continuar com uma disputa política que poderia prejudicar um município inteiro quando tudo poderia ser resolvido com emedas, ao invés de travar execução orçamentária. A população não poderia ficar à mercê de problemas políticos de A ou B”. (Leia mais abaixo)
VOTAÇÃO E IMPASSE – Sem a LOA aprovada, o prefeito Wladimir Garotinho ponderou que estava assim impedido de fazer a execução orçamentária. Ou sejam dependia da aprovação da lei orçamentaria para destinar verbas aos programas e políticas públicas, inclusive o próprio pagamento da folha dos servidores, aposentados e pensionistas, o que acarretaria um colapso na administração municipal. (Leia mais abaixo)
Com a LOA aprovada, o prefeito se permitiu reservar 10 dias de férias compromisso que já havia assumido com a família. A partir de segunda-feira (29), o vice-prefeito Frederico Paes assume a prefeitura até o retorno do chefe do Executivo.