Campos 24 Horas – A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Arena, em 13 de agosto de 2026, investigando a plataforma de apostas on-line Pixbet por suposto esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Foram identificados 549 CPFs de pessoas mortas em documentos financeiros do grupo criminoso, que continuaram a ser usados em transações. O Ministério da Fazenda suspendeu as operações da Pixbet e determinou a devolução dos valores apostados.
Conteúdo gerado automaticamente com o uso de Inteligência Artificial. Veja nossa Política de IA. A Polícia Federal (PF) informou que identificou o uso de 549 CPFs de pessoas mortas em documentos relacionados a operações ligadas à Pixbet, plataforma de apostas on-line alvo de investigação na Operação Arena, deflagrada nesta quinta-feira, 13, em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba, Sergipe e Paraná. (Leia mais abaixo)
A PF apura um suposto esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro por meio de bets. De acordo com representação encaminhada à Justiça Federal, documentos da movimentação financeira do grupo criminoso tinham registros de pessoas mortas – algumas havia mais de 20 anos.
O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) recebeu um alerta sobre o ocorrido. Apesar da identificação das irregularidades, os CPFs dos mortos continuaram nas transações. O uso dos CPFs atribuía a pessoas já falecidas uma falsa identidade para a realização de operações não autorizadas de câmbio.
O Ministério da Fazenda determinou a suspensão imediata da operação da Pixbet. A medida também estabeleceu o cancelamento das apostas em curso e a devolução dos valores apostados aos usuários.
A Pixbet, por sua vez, informou que foi “pega de surpresa” com as investigações e não teve acesso à decisão que autorizou a operação. A empresa disse ainda que se manifestará somente depois de ter acesso a todas as informações.
Operação Arena - Na quinta-feira, a PF deflagrou a Operação Arena, em conjunto com a Receita Federal e o Ministério Público Federal (MPF). (Leia mais abaixo)
As investigações identificaram indícios de utilização de “uma complexa estrutura societária e financeira, mantida no Brasil e no exterior, com o objetivo de conferir aparência de legalidade a operações relacionadas à exploração de apostas de quota fixa e jogos de azar”, diz a PF.
“Segundo os elementos apurados, a estrutura teria sido utilizada para simular a condução das atividades a partir do exterior, enquanto a gestão operacional, administrativa e decisória ocorreria, em tese, em território nacional”, afirmou a corporação em nota.
Os agentes da PF cumpriram 17 mandados de busca e apreensão em 14 locais nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Paraíba e Sergipe. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores de até R$ 1 bilhão, “montante relacionado às estimativas de valores supostamente envolvidos nos crimes investigados”.
Ainda de acordo com a PF, a investigação revela que empresas constituídas no exterior teriam sido usadas para justificar “elevadas remessas internacionais de recursos, embora os elementos reunidos indiquem, em tese, a inexistência de atividades econômicas compatíveis com os valores movimentados”.
A PF afirma ainda que “o grupo teria empregado mecanismos sofisticados envolvendo empresas nacionais e estrangeiras, instituições de pagamento, operações de câmbio, ativos digitais e outras estruturas financeiras, com o propósito de dificultar a identificação da origem e da destinação dos recursos”. (Leia mais abaixo)
“A investigação também identificou possíveis indícios de omissão de rendimentos e de utilização de estruturas empresariais destinadas a reduzir ou evitar, de forma irregular, a tributação incidente sobre as atividades desenvolvidas”, completa a corporação.
Fonte: Revista Oeste