Advogada de Bruno Pezão diz que a campanha do vereador segue

Após a audiência de custódia nesta sexta-feira (20) que levou à soltura do vereador Bruno Pezão (PP) (Aqui), a defesa do legislador divulgou nota para enumerar suas alegações em relação à Operação Pleito Mortal, que resultou em sua prisão na última quarta-feira (18) numa ação da Polícia Civil e no Ministério Público. Além de analisar dados técnicos do processo, a advogada Roberta Araújo, do escritório Araújo e Alvarenga Advocacia, fala a respeito da arma achada em um endereço do vereador, assim como garante que Bruno seguirá com sua campanha na tentativa de se reeleger. (Leia mais abaixo)

A advogada explicou que “a prisão era medida era medida desproporcional e não havia substância necessária nos autos para justificar manutenção da detenção”, de acordo a decisão do juiz Samuel Lemos, da Comarca de Campos, responsável pela audiência que concedeu a liberdade ao vereador. (Leia mais abaixo)

Roberta Araújo destacou ainda na decisão do magistrado que “os fatos mencionados na investigação do homicídio de que foi vítima o senhor Aparecido já estavam presentes quando houve a representação pela prisão temporária do custodiado, mas a medida foi corretamente negada pelo juízo competente, justamente pela ausência de requisitos legais para tal”, frisou a advogada. (Leia mais abaixo)

“Além disso, o juiz ressaltou que, afora o dinheiro em espécie que foi apreendido e motivou a detenção, nada de novo foi acrescentado ao processo. Sendo assim se antes não havia justificativa para a prisão temporária, agora também não há para a prisão preventiva, uma medida mais grave e sem tempo determinado”, pontuou Roberta, que ainda ressaltou. (Leia mais abaixo)

— O magistrado ainda concluiu que os elementos indicados no relatório da investigação carecem de concretude para justificar a adoção de uma medida tão drástica como a prisão preventiva. (Leia mais abaixo)

E ainda acrescentou. “Vale também mencionar que a arma de fogo encontrada em posse do vereador está devidamente regularizada e não foi utilizada para a prática de nenhum delito”, acrescentou. (Leia mais abaixo)

Por fim, a advogada acrescentou que “a defesa seguirá acompanhando o processo e confia que a inocência do vereador será plenamente comprovada. Além disso, a campanha seguira firme e forte com a confiança de que os fatos serão devidamente esclarecidos”. (Leia mais abaixo)

Antes da audiência de custódia, a advogada já havia antecipado suas expectativas por um desfecho favorável em relação à decisão que determinou a soltura de Pezão, em conversa com a reportagem do Campos 24 Horas. Roberta dizia estar confiante que a Justiça, “através de uma decisão técnica e dentro dos rigores da lei, fará com que meu cliente ganhe liberdade com o relaxamento da prisão”. (Leia mais abaixo)

A advogada ainda apontou também ausência de comprovação da origem ilícita dos valores encontrados com Pezão na operação.  (Leia mais abaixo)

A OPERAÇÃO – A operação que resultou na prisão de Bruno Pezão teve como objetivo investigar a morte de um cabo eleitoral na Baixada Campista em julho passado e os agentes encontraram cerca de R$ 663 mil em espécie e R$ 470 mil em cheques e notas promissórias. A suspeita é de que o valor seja proveniente de extorsões praticadas na Baixada Campista.(Leia mais abaixo)

A Polícia Civil informou, em nota, que Bruno Pezão é investigado por envolvimento em um homicídio e foi autuado em flagrante por lavagem de dinheiro.