
O estado de abandono em que se encontra a Fundação Municipal dos Esportes (FME), assim como as instalações e outros espaços para a prática esportiva em Campos, causou decepção e revolta em desportistas, atletas e gestores do município que atuam na área. Nas últimas horas, o Campos 24 Horas publicou uma reportagem (Aqui) sobre as precárias condições da FME, mas o descaso da gestão passada atingiu também as minivilas olímpicas e o Jardim São Benedito, “vítimas” do descaso total. O professor Carlos Augusto Sanguedo Boynard e o técnico de handebol Leonardo Andrade, o Mantena, falaram ao site sobre o assunto. Um deles chegou a dizer que a situação da FME “causou espanto e pavor”. Já a prefeitura informou ao Campos 24 Horas que há três frentes de obras na FME, com reformas e ampliações previstas. (leia tudo abaixo)
O técnico de handebol Leonardo Andrade, o Mantena, coordenador do programa Esporte e Vida, que inclui a realização de diferentes competições em várias modalidades, está à frente de uma força-tarefa para recuperar as vilas olímpicas e outros espaços. “Encontramos um cenário de guerra, um quadro de completo abandono. Cheguei e chorar quando vi o tamanho do descaso, fica um nó na garganta. Parece que passou aqui um furacão ou um tsunami que destruiu o que encontrou pela frente. Onde quer que você vá, no Jardim São Benedito, no Santo Antônio, no Parque Imperial, o retrato é o mesmo: total abandono. A do Jockey e do Alphaville estão em estado precário. Vamos ter que fazer um trabalho de reconstrução geral — admitiu. (leia mais abaixo)
Mantena acredita que dentro de 15 dias pelo menos duas mini vilas olímpicas estejam prontas e serão reativadas e devolvidas à população, casos das unidades de Travessão e do Esplanada. Outras cinco deverão ser entregues dentro de três ou quatro meses. (leia mais abaixo)
Além de vários esportes olímpicos, o Esporte e Vida inclui também a realização de disputas de futebol em 11 campos e pequenos estádios do município. O programa será concretizado com verbas de emendas parlamentares de R$ 2 milhões do então deputado federal e hoje prefeito Wladimir Garotinho (PSD). (leia mais abaixo)
PROFESSOR DIZ QUE SITUAÇÃO CAUSA PAVOR – O professor Carlos Augusto Sanguedo Boynard admite que a situação da FME lhe causou espanto e pavor. “A gente até sabia que a situação não era boa, mas logo no primeiro dia em que vi tudo aquilo fiquei mesmo apavorado”, admitiu. (leia mais abaixo)
Boynard faz uma distinção entre projetos e programas, e defende que a segunda nomenclatura tenha preferência, a fim de que seja duradouro e não haja interrupção de um governo para outro. “A gente sempre ouve falar que esporte é barato, mas não é. Só se for caminhada, mas isso se trata de programa de qualidade de vida”, disse o professor. (leia mais abaixo)
O desperdício se arrasta desde outros governos. Foram montadas equipes com atletas de fora para disputar competições nacionais. “Muito se gastou no esporte em governos passados, trazendo atletas que não deixaram legado algum. Até o apanhador de bola vinha de fora”, acrescentou. (leia mais abaixo)
Boynard calcula que tenham sido gastos R$ 100 milhões, nestes anos, com a contratações destas estrelas e a montagem destas equipes, como o caso do vôlei. “Este dinheiro seria suficiente para construir um ginásio multiuso com capacidade para 5 ou 6 mil pessoas para disputa de competições oficiais e ainda sobraria dinheiro. Hoje se Campos quiser sediar uma competição oficial terá que requisitar o ginásio do IFF (Instituto Federal Fluminense) — analisou. (leia mais abaixo).
O skatista e ex-diretor de esportes radicais da FME, Romeu Lins, conta que há projetos que não deveriam morrer, mas foram interrompidos. “A destruição não foi apenas material, mas a destruição do sonho de crianças beneficiadas com projetos que desenvolvíamos e que possibilitariam aqueles adolescentes o sonho de disputar uma competição nacional. O brilho nos olhos de uma criança que recebe atenção e carinho é algo que não tem preço”, disse.
Romeu anuncia o retorno dos projetos nas vilas olímpicas, começando pelos espaços do Parque Guarus e do Jardim Carioca.
PREFEITURA ANUNCIA FRENTES DE OBRAS – A Secretaria de Obras e Infraestrutura informa que está em fase de conclusão a reforma do Centro de Artes da Fundação Municipal de Esportes, que ainda receberá mais três frentes de obras, com a construção da piscina semiolímpica, reforma do ginásio Valdir Pereira (Didi) e acessibilidade em todos os espaços, por meio de uma parceria com o governo federal. (leia mais abaixo)
O ginásio será reformado com verba carimbada do governo federal, destinada pelo Ministério da Cidadania. Os recursos são da ordem de R$ 730.950,78. Para a construção da piscina semi-olímpica (com tamanho oficial nas dimensões 25 metros por 25 metros), o valor destinado também pelo governo federal é R$ 1.237.291,34. (leia mais abaixo)