Universidades não antecipam formatura e estudantes de medicina reclamam

A antecipação da formatura ainda não é certa para parte dos estudantes do último semestre de medicina que cumprem os requisitos citados na medida provisória publicada em 1º de abril deste ano. O G1 conversou com estudantes de universidades públicas que relatam negativa das instituições e falta de confirmação ou data para a formatura antecipada. Eles contam que há lentidão e burocracia no processo e que não há qualquer garantia de que vão poder ajudar durante a pandemia.

Estudantes de medicina do Rio, do Pará, do Ceará e do Amazonas dizem que já completaram mais de 75% do internato (experiência prática em diferentes especialidades) e também manifestaram às instituições o desejo de antecipar a formatura para trabalhar no combate à Covid-19. Apesar de a MP autorizar a formatura antecipada, o texto estabelece que a decisão é facultativa e cabe a cada universidade.

Segundo um levantamento feito pela estudante de medicina da Universidade do Estado do Pará (Uepa) Maitê Gadelha, o número de instituições que ainda não autorizaram a formatura antecipada é alto: pelo menos 35 universidades não deram data de formatura, não se manifestaram ainda ou mesmo negaram a antecipação da formatura.

Ainda segundo a estudante, que manteve contato com representantes de todos os estados, caso realmente as universidades autorizem a antecipação da formatura de medicina, haverá um reforço de cerca de 6 mil estudantes do último semestre do curso, recém-formados, nas equipes de profissionais.

Portaria do MEC

O estudante de medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Alberto Freaza, de 24 anos, está no último semestre do curso. Ele afirma que, após a publicação de uma portaria do MEC em 6 de abril deste ano, houve um clima de indecisão na universidade e até agora não há uma data para a formatura da turma – tampouco para começar a trabalhar como médico.