Arquivo Público guarda histórias do Golpe Militar

segunda-feira, 07 de abril de 2014     –    Foto: arquivo

golpe militar 2014Documentos contam, entre os fatos, a tomada de meios de comunicação para interferência em chamamentos públicos

O Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho gerenciado pela Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima guarda um acervo com mais de 200 volumes de jornais, como o extinto Monitor Campista, que entre uma página e outra desvenda fatos importantes da história do município, do país e do mundo, como é o caso do Golpe Militar de 64, deflagrado no mandato do Presidente João Goulart, que completou 50 anos no dia 31 de março. 

Através das páginas conservadas do ano de 1964, o jornal Monitor Campista retratou fatos, como as greves, marchas e manifestações contra e a favor a João Goulart.  Detalhes de movimentos, como a Marcha da Família, relatada no jornal uma semana após o Golpe Militar, mais precisamente no dia 7 de abril e que segundo o documento, levou mais 15 mil pessoas à Praça São Salvador, fazem com que a história ganhe vida nas mãos dos mais atentos estudantes e pesquisadores. 

As páginas dos documentos também contam outros fatos históricos importantes, como a tomada de meios de comunicação, para interferência em chamamentos públicos, muito comuns no período, além de proibições de reuniões em clube dançantes e recreativos, como foi publicado em 14 de abril de 1964.

Cada publicação de matérias no jornal Monitor Campista conta um pedaço da história de um Brasil formado por quebra cabeças, onde fatos relatados ajudam nesta empreitada rumo ao estudo da história. “A cidade de Campos viveu intensamente movimentos, como a Marcha da Família e da extinta Ação Integralista, num engajamento especial, onde documentos no Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro também comprovam estas atuações”, destacou o diretor do Arquivo Público Municipal, Carlos Freitas.