PF cumpre mandados da 32ª fase da Operação Lava Jato

07/07/2016   07h33  |    Foto: Divulgação
pf-xepa-dida-sampaio-estadao-525x350 Policiais federais estão nas ruas desde a manhã desta quinta-feira (7) para cumprir mandados judiciais referentes à 32ª fase da Operação Lava Jato em São Paulo, Santos e São Bernardo do Campo. Foram expedidos 17 ordens judiciais, sendo sete conduções coercitivas, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento, e 10 mandados de busca e apreensão.

A ação foi batizada de “Caça-fantasmas”, é um desdobramento da 22ª fase, batizada de triplo X, e investiga crimes contra o sistema financeiro nacional, lavagem de ativos e organização criminosa transnacional.

A atual fase identificou que o banco FPB Bank atuava no Brasil, sem autorização do Banco Central com o objetivo de abrir e movimentar contas em território nacional e, assim, viabilizar o fluxo de valores de origem duvidosa para o exterior, à margem do sistema financeiro nacional.

Um dos mandados de condução é contra Edson Paulo Fanton, que é representante do banco panamenho que atuava no Brasil. Ele está sendo ouvido em Santos.

Há elementos, ainda segundo a PF, de que o banco, ao funcionar como uma verdadeira agência de private banking no Brasil, tinha como produto, também, a comercialização de empresas offshore, que eram registradas pela Mossak Fonseca, empresa que já foi alvo da 22ª etapa.

Os serviços disponibilizados pelo FPB Bank e pelo escritório Mossak Fonseca foram utilizados por pessoas e empresas ligadas a investigados na operação Lava Jato. Segundo a PF, com isso foi possível concluir que recursos retirados irregularmente da Petrobraspossam ter transitado pela instituição financeira investigada.

O nome Caça-fantasmas “remete, dentre outros aspectos, a um dos objetivos principais da investigação que foca na apuração de verdadeira extensão obscura da instituição bancária no Brasil, bem como a vasta clientela que utiliza de seus serviços e do escritório Mossak Fonseca para operações financeiras com características de ilicitude e de forma oculta”, destacou a PF.