Garotinho, Rosinha e Clarissa: doações da Odebrecht para campanhas foram legais

23/03/2016    14h30  (ATUALIZADO ÀS 16h33)
Lista das doações eleitorais feitas à campanha da prefeita Rosinha Garotinho (Reprodução do Blog do Garotinho)
planilha de doações
O ex-governador Anthony Garotinho divulgou, na tarde desta quarta-feira(23), em seu blog, notas de esclarecimento sobre a lista da Odebrecht apreendida pela Polícia Federal em que o nome dele aparece, assim como de vários políticos do estado do Rio. Em relação a citação da doação feita à campanha da prefeita Rosinha Garotinho, Garotinho esclarece que “do total de sua campanha, mais de 90% foram repasses dos diretórios estadual e nacional, com CNPJ / CPF e número do recibo eleitoral. Exatamente como determina a lei”(lista acima).

Garotinho ainda explica que “foi feita uma doação de R$ 800 mil, em 2010, para o Comitê Financeiro Único do PR-RJ e que a doação foi devidamente informada à Justiça Eleitoral.

O Campos 24 Horas está analisando em que contexto aparecem políticos, entre eles diversos governantes, para definir de que forma vai divulgar a  suposta lista apreendida, a fim de não ultrapassar o limite da liberdade de expressão e causar danos à imagem de pessoas públicas, visto que o próprio juiz Sérgio Moro afirma que é prematura a conclusão quanto à natureza dos pagamentos citados nos documentos.

Nota divulgada às 16h09

Antes de publicar a resposta no blog procurei verificar as doações eleitorais feitas à campanha da prefeita Rosinha Garotinho e Clarissa Garotinho, que também aparecem na tal lista que mistura doações oficiais com doações irregulares(propinas). Clarissa não foi candidata a prefeita em 2012, foi vice de Rodrigo Maia, e de fato, o candidato recebeu ajuda do diretório nacional e estadual do PR. Não há nada de irregular.

Quanto à prefeita Rosinha Garotinho, como vocês podem observar na reprodução acima, do total de sua campanha, mais de 90% foram repasses dos diretórios estadual e nacional, com CNPJ / CPF e número do recibo eleitoral. Exatamente como determina a lei.

Não me preocupa o fato de meu nome aparecer nessa lista, porque, diferente de outras situações, trata-se de uma constatação normal de doação que está declarada na minha prestação de contas feita ao TRE-RJ, assim como os casos de Rosinha e da minha filha Clarissa. Também não me preocupa a possibilidade de algum opositor tentar deformar os fatos, porque acredito que as investigações apontarão a realidade.

Quanto à Operação Lava Jato, torço para que ela contribua realmente para passar o nosso país a limpo, dentro dos preceitos constitucionais e do Estado Democrático de Direito.

Nota divulgada às 14h28

Quero me antecipar e esclarecer os fatos, porque quem não deve, não teme, e prova a verdade. Antes que pessoas inescrupulosas possam fazer qualquer associação entre o meu nome e o esquema da Lava Jato, quero deixar claro que meu nome aparece numa doação oficial, com CNPJ da campanha, e conta registrada no Banco Itaú, informada à Justiça Eleitoral, relativa à campanha de 2010, quando concorri para deputado federal. Quero afirmar categoricamente que não há qualquer citação ao meu nome relativo ao Petrolão, como meus adversários podem tentar insinuar. Ressalto ainda que misturar doações oficiais, legalmente declaradas à Justiça Eleitoral, de acordo com a lei então vigente, que permitia às empresas fazerem doações de campanha, com propinas, confunde as pessoas. 

Agora é importante: reparem na planilha apreendida pela Polícia Federal, que foi feita uma doação de R$ 800 mil para o Comitê Financeiro Único do PR – RJ. Portanto é bom esclarecer tudo, porque tenho as mãos limpas, para que daqui a pouco não venha alguém querer insinuar que recebi propina. Esta é a verdade dos fatos. 

Supostas planilhas

Segundo o site UOL, documentos apreendidos pela Polícia Federal listam possíveis repasses da Odebrecht para mais de 200 políticos de 18 partidos políticos.  Segundo ainda o site, trata-se de uma contabilidade paralela descoberta entre documentos apreendidos na empresa.

Os documentos estariam com Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, e conhecido no mundo empresarial como “BJ”. Foram apreendidas na 23ª fase da operação Lava Jato, batizada de “Acarajé”, realizada no dia 22 de fevereiro.

A maior parte do material é formada por tabelas com menções a políticos e a partidos. Várias dessas planilhas trazem nomes, cargos, partidos, valores recebidos e até apelidos atribuídos aos políticos.