‘MasterChef’ estreia com desafios mais difíceis

15/03/2016   11h08  |   Foto: Divulgação
masterchef
O sucesso do ‘MasterChef Brasil’ pode ser medido facilmente em números. Maior audiência da Band ao lado do futebol, com média de 7 pontos na segunda edição, a competição de culinária também virou fenômeno nas redes sociais, ficando 11 vezes numa lista dos 20 programas mais comentados do Twitter no ano passado. No comando da terceira temporada da atração, que estreia hoje, às 22h30, a apresentadora Ana Paula Padrão tem uma teoria para explicar como um programa exibido mundo afora há 26 anos só agora caiu no gosto do brasileiro.

“O formato estava aí e ninguém se interessava por ele. O que mudou foi o público, agora tem gente que quer ver. Nos últimos dez anos, a gente passou por uma evolução de renda. Para a maioria da população, comer era uma necessidade fisiológica, não era um prazer. Passou a ser um prazer quando a gente pôde ir ao supermercado e comprar coisas que não necessariamente estão na lista da sobrevivência, mas na do prazer! Daí a tentar ingredientes novos e se interessar por programas que ensinam receitas e brincam com culinária é um pulo”, diz a jornalista.

Apesar da grave crise econômica, Ana Paula classifica o país como “mais de classe média”. “Qualquer sociedade que tem dinheiro para comprar comida, se divertir e ter prazer com ela, fazer um almoço de domingo para a família, tem interesse nesse tipo de programa. E isso é possível em país mais de classe média. Em país pobre é impossível falar de comida se não for uma necessidade imediata”, avalia.

Poder de consumo do brasileiro à parte, o enorme êxito do programa surpreendeu a jornalista, que não planejava migrar para o entretenimento quando abandonou a bancada dos telejornais em 2013.

“É um programa legal, gostoso, pra cima! Pensei: se não for sucesso, não acontece nada com minha imagem. Era uma boa maneira de conhecer outra coisa que não fosse jornalismo, de conhecer o entretenimento sem grandes riscos pra mim. Sou uma pessoa que corre riscos comedidamente, gosto de risco, mas estudo muito antes. Não sou uma kamikaze. É claro que imaginava que seria legal, mas que ia agradar tanto, que ia ser esse ‘uau!’… Nem nos meus melhores sonhos!”, admite ela. As informações são do jornal O Dia.