27/06/2015 às 06h – Foto: Filipe Lemos/Campos 24 Horas e Divulgação
Postado por: Fabiano Venancio
Em tempos de crise na economia em todo o Brasil, especialistas fazem análise de diferentes aspectos da economia em Campos, sob o prisma da geração de renda e da perspectiva de crescimento, com propostas que envolve o setor público, privado e a comunidade acadêmica, precisamente as universidades, detentoras de conhecimento, resultantes de pesquisas no universo regional, que se aplicados, vão contribuir para o desenvolvimento do setor produtivo, notadamente, as atividades industriais.

A participação da Prefeitura na economia, como entidade empregadora, geradora de renda, é ponto pacífico entre os economistas. Exemplo da importância dos órgãos da municipalidade no contexto da geração de renda, é o montante de recursos que são injetados na economia todo mês, através de compras de materiais e contratação de serviços, e ainda os milhões que circulam no município através do pagamento dos salários dos servidores municipais.
Agora em junho, a Prefeitura injeta na economia nada menos que R$ 96 milhões e isso representa um alívio financeiro para o comércio, tendo em vista que culturalmente, dinheiro do décimo terceiro salário é destinado para saldar dívidas no comércio e também para comprar mais alguma coisa.
Mas, Adriana Barbosa, economista e coach do instituto Invida de Desenvolvimento Humano e Empresarial, e o economista Alcimar Chagas, professor da Uenf, e observador econômico e social, estudioso das regiões Norte, Noroeste Fluminense e Sul Capixaba, fazem observações pertinentes.
“Com certeza recursos da ordem de R$ 96 milhões é muito importante para a economia num período de crise, mas é preciso ter educação financeira para tirar proveito. Se tanto o servidor que vai gastar, como o empresário que vai receber esses recursos empregarem de forma errada, a oportunidade para saldar dívidas não será resolvida. Se não houver educação financeira, avançaremos pouco no crescimento da economia. É importante aprender a se comportar com, e sem dinheiro”, ensina.
“Com certeza recursos da ordem de R$ 96 milhões é muito importante para a economia num período de crise, mas é preciso ter educação financeira para tirar proveito. Se tanto o servidor que vai gastar, como o empresário que vai receber esses recursos empregarem de forma errada, a oportunidade para saldar dívidas não será resolvida. Garotinho falou de alternativas para superar a crise, mas se não houver educação financeira, avançaremos pouco no crescimento da economia. É importante aprender a se comportar com, e sem dinheiro”, ensina Adriana Barbosa, economista e coach do instituto Invida de Desenvolvimento Humano e Empresarial.
O economista professor da Uenf, Alcimar Chagas também fez observações sobre a importância da Prefeitura como ente empregador, que agora em junho injeta R$ 96 milhões na economia do município. Ele defende uma interação maior entre poder público, a comunidade acadêmica, que detém o conhecimento, e observou:
“Recursos dessa magnitude, perto dos R$ 100 milhões, nesse momento que a circulação de recursos é pequena por conta da retração na economia, é bem-vindo porque vai circular no município, contudo, não vai dar consistência à economia. Defendo a adoção de medidas no sentido de desenvolver as atividades produtivas para termos soluções definitivas. Levantamentos de 2013 mostram que a renda do trabalho em Campos estavam concentradas no setor publico e de prestação de serviços. É importante que sejam desenvolvidas interações entre o governo, o Sebrae e as universidades para desenvolver as atividades industriais e assim aumentar exponencialmente a renda no município”, defende Alcimar Chagas.