
Em seus 22 meses de governo, o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, vive seu melhor momento, com popularidade em alta e ações importantes em áreas vitais como Saúde, Educação e obras estruturantes. Após herdar os escombros da desordem generalizada do ex-governo, Wladimir reorganizou as finanças do maior município do Norte Fluminense. Na Câmara de Vereadores, no entanto, administra um cenário político desafiador neste final de 2022 para a eleição da Mesa Diretora, votação do Orçamento do ano que vem e das contas do seu governo de 2022, além da aprovação ou rejeição das contas dos ex-prefeitos Rosinha e Diniz. Nos últimos dias, foram muitas articulações em Campos e no Rio, chegando ao Palácio Guanabara e Alerj, tanto de Wladimir quanto da oposição, e até prováveis mudanças na prefeitura para acomodar possíveis novos aliados. Veja o que informam as fontes do Campos 24 Horas no Cesec e na Câmara.
Atualmente, há quatro vereadores sendo disputados: dois de cada lado. De acordo com o desfecho destas composições, Wladimir pode fazer mudanças de titulares de algumas fundações, secretarias e diretorias. Além disso, a composição para votação de presidente da Alerj teria reflexo direto na eleição da Câmara de Campos. (Leia mais abaixo)
As fontes do site informaram também que conversas são mantidas diretamente com dois vereadores da oposição--os dois de primeiro mandato-- assim como com políticos ligados ao governador Cláudio Castro e que tiveram votações expressivas na eleição do último dia 2 de outubro em Campos. Eles estariam atuando para ajudar nas articulações visando a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Campos.
Conversas também estariam sendo mantidas diretamente com o deputado Rodrigo Bacellar, que influencia diretamente no Legislativo municipal, em razão da ligação política com os vereadores da oposição.
WLADIMIR E SUA BASE - Contudo, além das articulações para cooptar vereadores oposicionistas, Wladimir tem outro desafio: O vereador Thiago Rangel (Podemos), que é da base do governo, ainda não declarou voto em Fábio Ribeiro para presidente no biênio 2023/2024. Desta forma, o governo contaria apenas com 10 votos da sua atual base na Câmara, e teria de convencer Thiago, Dandinho e mais dois da oposição a votar em Fábio e no Orçamento de 2023.
A oposição, por sua vez, diz que o grupo está coeso e dá como certa a eleição de Marquinho Bacellar para presidente. Na chapa de Marquinho para eleição da Mesa da Câmara, segundo fontes do Campos 24 Horas, dois nomes já estariam definidos: Maicon Cruz para 1º Secretário e Marquinho do Transporte como 1º vice-presidente.