— Eu não estou preocupado com comerciantes que vão pra a prefeitura fazer manifestação de protesto. Eu fico preocupado quando alguém ir lá reclamar porque morreu gente por falta de lugar na UTI. A declaração é do prefeito Wladimir Garotinho (PSD), em entrevista a uma emissora de rádio nesta segunda-feira (22) quando comentou uma manifestação de empresários em frente ao Centro Administrativo José Alves de Azevedo, sede da Prefeitura de Campos, contra as medidas restritivas para frear a disseminação de casos da pandemia da Covid-19.
“Eu sei o quanto é importante salvar as empresas, os CNPJs. Mas se não salvarmos os CPFs, os CNPJ também deixarão de existir. Estão tentando politizar o vírus, mas ele não tem lado político, é ele contra todos nós. As medidas restritivas não existem para punir quem trabalha, mas para que o contágio diminua e a gente possa voltar à normalidade o mais rápido possível”, declarou o prefeito. . (Leia mais abaixo)
Wladimir conseguiu nesta segunda-feira trazer mais 10 leitos de UTI, mas o problema agora é a aquisição de um aparato hospitalar para fazer funcionar os leitos. Há falta de equipamentos no mercado.
— O problema não é a falta de recursos para comprar, mas a falta deste material nos grandes centros, como Rio e São Paulo. Nem se tiver dinheiro para comprar não se consegue.
Wladimir acrescentou que as cenas de aglomerações e outras práticas que contrariam os protocolos sanitários "revelam uma falta e empatia para com o próximo por parte da parcela da população que não segue as recomendações para evitar o avanço do contágio pelo novo coronavírus".
Por fim, o prefeito ponderou que Campos tem recebido pacientes de outros municípios. “Com esses novos 10 leitos que conseguimos, nós agora passamos de 119 para 129 leitos de UTI. São para pacientes de Campos? Não necessariamente. Campos é uma cidade polo, e quem regula a distribuição de leitos é o governo estadual”, finalizou.