O prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (PP), foi alvejado com ataques que atingiram também a primeira-dama Tassiana Oliveira durante um encontro, na noite desta quinta-feira (20), para a prestação de contas do mandato do presidente da Câmara Municipal, Marquinho Bacellar (SD). O encontro, que aconteceu no ginásio do Automóvel Clube Fluminense, contou com a presença de outros vereadores e deputados estaduais como Rodrigo Bacellar (União Brasil), presidente da Assembleia Legislativa e irmão de Marquinho, mais ainda Alan Lopes(PL), Fillippe Poubel(PL), Rodrigo Amorim (União Brasil) e Chico Machado (Solidariedade).
Num dos discursos publicados em vídeos nas redes sociais, Rodrigo Amorim ofendeu a honra do prefeito e sua esposa ao chamá-lo de “chifrudo”. Amorim é o mesmo que arrancou e destruiu uma placa, no Centro do Rio, em homenagem à vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 2018. (Leia mais abaixo)
Wladimir afirmou ao Campos 24 Horas ter tomado conhecimento dos vídeos e anunciou medidas contra o deputado e outros que também fizeram discursos ofensivos. “Estou tomando conhecimento do conteúdo dos vídeos da reunião de Marquinho Bacellar. O tempo todo me chamam (na reunião) de chifrudo, frouxo e franco, etc. É deprimente, lamentável que ofendam a honra de minha esposa, pois se eles falam que sou chifrudo, dizem que ela seria adúltera. A mãe dos meus filhos não merece isso. Não vou ficar calado”.
O prefeito demonstrou ainda mais espanto porque no encontro estava também presente a pré-candidata à prefeitura, delegada Madeleine Dykeman (União Brasil), que esteve à frente da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Campos. A policial é apoiada pelo grupo liderado pela família Bacellar.
Ao ver o vídeo, Wladimir declarou que "mesmo com uma risada tímida, a delegada apoiou o discurso do deputado Amorim. A escolha foi dela. Quem se mistura com porco, farelo come”. Não é a primeira vez que ataques contra mulheres marcam os discursos dos Bacellar. Em 2021, Rodrigo Bacellar ofendeu Tassiana pelas redes sociais, que encaminhou a ofensa até a DEAM, onde foi atendida pela própria Madeleine.
NOTA - Em nota, a pré-candidata Madeleine Dykeman buscou se defender das insinuações de apoio ao discurso do colega de partido. "O fato de estar em um evento não significa que eu concorde com todas as falas e discursos. Eu tenho opinião, personalidade e um legado marcado pela defesa das mulheres. Bem diferente do prefeito que tem uma indignação seletiva e usa uma pauta importante para fazer política e se vitimizar", declarou.
"Ao seu lado (do prefeito) estão diversas pessoas que agrediram verbalmente sua família, incluindo um coordenador de campanha que agrediu, por diversas vezes, a mãe do prefeito. Ele afastou essa pessoa? Ele se manifestou? Não! Há também, em sua própria família, um acusado de agredir a então companheira com socos. Ele se manifestou alguma vez? Não! Todas essas pessoas estão no convívio do prefeito", apontou. (Leia mais abaixo)