Wladimir e Frederico: prazos curtos e muitos desafios para sair da crise

Expectativa em Campos para capacidade de liderança e gestão de Wladimir e Frederico


  • 13/12/2020, 07h47, Foto: Divulgação.

Foi efusiva e justificadamente comemorada a definição da situação político-eleitoral em Campos, com a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em referendar a chapa Wladimir Garotinho/Frederico Paes, esta semana, por 7 a 0. A decisão trouxe um alívio para a cidade que já não suportaria um imbróglio que prolongasse os efeitos do governo ineficiente do atual prefeito Rafael Diniz. Um processo de judicialização só retardaria os efeitos dos remédios a serem ministrados para recuperar a saúde das finanças da prefeitura e a economia do município. Mas, e agora? O município tem pressa. Os prazos são curtos para a complexidade dos problemas da prefeitura, e as receitas só fizeram minguar nestes últimos anos. E uma pergunta inevitável: como a recuperação econômica de Campos será impulsionada?

 O prefeito eleito precisa reagir à crise econômica agravada com o derretimento dos preços do petróleo e a brutal queda dos royalties. E ainda tendo que enfrentar os efeitos no setor produtivo de uma devastadora pandemia. Além da busca de soluções para amenizar os efeitos da crise e colocar os salários dos servidores em dia, o governo Wladimir/Frederico precisa atender a população nos serviços essenciais. (Leia mais abaixo)

De todo modo, é preciso ser realista quanto a nítida paralisia na atividade econômica em Campos. Como a prefeitura não atua como indutor deste processo com investimentos e parcerias com o setor privado, o dinheiro não circula e a geração de empregos inexiste.

Para não gerar frustrações setoriais, o novo governo terá também de focar na política de incentivo aos pequenos e médios negócios, assim como tornar a cidade mais atrativa para os investidores.  

Torna-se enfadonho repetir que a tarefa de Wladimir e Frederico não será das mais fáceis, pelo contrário. Os desafios serão enormes e os prazos são curtos. A prefeitura foi acumulando um elevado custeio, enquanto suas receitas só fizeram minguar nestes últimos anos. É hora de montar uma engenharia financeira para se gerir uma cidade sem aqueles repasses mais robustos dos royalties e participações especiais. 

A chegada de um novo ano é um marco que costuma trazer otimismo às pessoas. Por outro lado, ainda há muitas incertezas. Teremos uma segunda onda de pandemia? Quais serão as novas medidas restritivas? Quando a vacina estará disponível à população? 

São indagações ainda sem respostas que nos deixam inseguros sobre como planejar nossas metas para o ano que se avizinha.  Existem muitas incertezas para o ano vindouro. Entretanto, quanto mais preparados estivermos, maiores são as chances de alcançarmos os objetivos mesmo com uma realidade desafiadora que se aplica também para os desafios do prefeito eleito e os demais gestores públicos que o ajudarão a governar a cidade pelos próximos quatro anos.  (Leia mais abaixo)



fique bem informado