Witzel vota e diz que quer governar com Bolsonaro


  • 28/10/2018 10h55 Foto: Divulgação .
Acompanhado da esposa, a advogada Helena Witzel, de três dos quatro filhos e do candidato a vice-governador de sua chapa, o vereador licenciado Cláudio Castro (PSC), Wilson Witzel (PSC) votou por volta das 9h deste domingo, no Ginásio Hugo Padula, no Grajaú Country Club, na Zona Norte da capital. Morador do bairro, chegou a pé. Em uma entrevista de menos de quatro minutos, o candidato ao governo do estado pouco falou de política: preferiu lembrar a trajetória desde que deixou o cargo de juiz federal, no início do ano, para concorrer ao Palácio Guanabara. — Defendemos um governo ético, do povo, com resgate da moralidade e da esperança. Vi nos abraços dos jovens as esperanças deles. Tenho a convicção que tomei a decisão certa de iniciar essa jornada, com sacrifício do meu cargo, da minha família, que se manteve unida, me dando força. Faço uma gratidão especial à minha esposa, Helena, que participou de todas as agendas e foi o coração de campanha, simbolizando a mulher brasileira. É uma demonstração de que o amor move montanhas — afirmou Witzel, que votou em 15 segundos, acompanhado das filhas na urna. Helena votou no mesmo local, na seção ao lado. Wilson Witzel toma café em padaria após votação Wilson Witzel toma café em padaria após votação Foto: Antonio Scorza / Agência O Globo Mais uma vez, o candidato minimizou o resultado das pesquisas que apontam para redução da vantagem sobre Eduardo Paes (DEM) e revelam uma eleição ainda indefinida. Desde o primeiro turno, Witzel tem associado seu nome ao de Jair Bolsonaro (PSL), candidato à Presidência que declarou neutralidade na eleição fluminense. Questionado sobre como se comportaria caso vencesse a eleição e tivesse Fernando Haddad (PT) como presidente, o ex-juiz destacou os aspectos da recuperação econômica que não dependem do governo federal. — Eu vou governar o Rio de Janeiro. Minha preferência é governar o Rio com o presidente Jair Bolsonaro, mas nosso projeto de recuperação da economia do estado tem alternativas para atrair investimentos. É preciso ter objetividade nas isenções para atraí-los. Sobre as obras de infraestrutura, é preciso abrir uma concorrência internacional. Para isto, não dependemos do Congresso Nacional e nem do presidente. Dependemos apenas do estado — concluiu. Em seu primeiro mandato como vereador, depois de ter sido chefe de gabinete de outros parlamentares por 12 anos, Cláudio Castro acumulou a função de coordenador político da campanha. Embora diga não acreditar nas pesquisas que apontam crescimento do adversário, ele admite acomodação dos aliados na reta final: — Uma parte da mídia pegou muito pesado conosco na campanha. Há um movimento natural de acomodação. Mas acho que o povo está muito ciente do que ele quer. É uma eleição muito pedagógica, com mudanças de paradigmas. Os resultados serão bem diferentes do que preveem os institutos de pesquisa — disse. Depois de votar, o candidato foi orar pela vitória na Igreja de São Judas Tadeu, no Cosme Velho, na Zona Sul do Rio.



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