Witzel diz que mandará investigar denúncia de taxa de miliciano

Notícia foi divulgada neste terça-feira (21)


  • 21/01/2020, 14h10, Foto: Divulgação.
O governador Wilson Witzel assina decreto de redução do ICMS/QAV (querosene de aviação), mediante ampliação da oferta de assentos das cias aéreas, para atrair mais voos para o Rio de Janeiro, no Palácio Guanabara.

O governador do Rio, Wilson Witzel, usou seu perfil no Twitter para dizer que mandará a polícia investigar a denúncia de moradores da Praça Seca, na Zona Oeste do Rio, de que milicianos dobraram o valor da taxa de segurança. A quantia passou de R$ 50 para R$ 100. Witzel ressaltou que mais de 550 paramilitares já foram presos.

"No meu governo miliciano não tem vez. Mais de 550 já foram presos e já determinei que a polícia vá averiguar as denúncias dos moradores da Praça Seca sobre a taxa de segurança cobrada dos moradores. O poder paralelo está com os dias contados", diz o tuíte do governador. (Leia mais abaixo)

Conforme mostrou o EXTRA, nesta terça-feira, moradores relataram que os criminosos alegam o aumento da taxa para custear algumas “perdas” provocadas pelos bandidos com apreensões e prisões feitas pela polícia.

Os primeiros a receberem a notícia do aumento foram aqueles que residem em algumas ruas do entorno da Avenida Cândido Benício, principal via do bairro. Os criminosos intimidaram e ameaçaram os moradores, avisando que quem não pagar o valor sofrerá as consequências.

Aumento apenas no 'asfalto' Por enquanto, o aumento atingiu apenas quem vive no “asfalto”. Até a última quarta-feira, moradores das Favelas Bateau Mouche e da Chacrinha, ambas controladas pela milícia, ainda não haviam recebido qualquer aviso. Os valores cobrados aos comerciantes também não foram reajustados.

A cobrança de taxas para moradores do “asfalto” começou na Praça Seca em março do ano passado. Na ocasião, os integrantes do grupo paramilitar foram de casa em casa para entregar uma espécie de boleto. O papel tinha que ser preenchido com o nome do responsável por cada residência, o endereço completo do imóvel, o mês vigente da cobrança e o valor mensal estipulado pelos criminosos.



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