terça-feira, 25 de junho de 2013 - Foto: Divulgação
Vigilância Sanitária Municipal alerta sobre riscos. Perigo começa ao fazer as unhas (Leia mais abaixo)
Pesquisas recentes em várias cidades brasileiras apontam Salões de Beleza como focos de transmissão de hepatite. O perigo começa quando se entra no salão de beleza para fazer as unhas. Se as manicures não tomarem certos cuidados, elas e o próprio cliente correm o risco de pegar a doença.
Em razão disso, a Secretaria de Saúde de Campos, por meio da Vigilância Sanitária, realizou palestra nesta segunda-feira (24) para proprietários de salões de beleza, clínicas de estética e barbearias. O evento aconteceu pela manhã na sede do órgão. O objetivo do encontro foi orientar sobre as adequações dos estabelecimentos com a implantação de práticas de biossegurança, de acordo com a Legislação Sanitária vigente, como também, alertar sobre os riscos de transmissão da Hepatite B. A palestra foi ministrada pela assistente social e fiscal sanitária da Vigilância Sanitária, Cláudia Helena Paravidino.
— Mesmo com as descobertas e progressos realizados nas últimas três décadas, a hepatite B ainda é uma doença infecciosa grave, de ocorrência mundial e, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) cerca de 2 bilhões de pessoas no mundo já se infectaram com o vírus. Tratando-se dos meios de transmissão da doença, considera-se o compartilhamento de materiais contaminados utilizados em salões um grande agravante para a ocorrência da Hepatite B. Sendo assim, o principal objetivo deste treinamento foi conscientizar os proprietários de salões de beleza quanto ao risco que a má esterilização dos materiais proporciona, além de delimitar o conhecimento sobre a Hepatite B -, afirma Cláudia Paravidino.
De acordo com a OMS, o vírus da hepatite B é de 50 a 100 vezes mais infeccioso do que o HIV, sendo bastante sensível ao meio externo, estimando-se que ele possa viver em torno de uma hora fora do organismo humano. Graças a uma variedade de agentes físicos (calor, por exemplo) e químicos (água sanitária, glutaraldeído, álcool, água oxigenada) pode tornar-se inativo rapidamente.
Cláudia afirma que a situação se torna alarmante pelo fato de as manicures e pedicures removerem suas próprias cutículas, tornando-se passíveis aos agentes infecciosos pelo contato com o sangue dos clientes. Assim, esses profissionais se colocam em risco de serem infectados e infectar a população atendida, por muitas vezes, não utilizarem equipamentos de proteção. (Leia mais abaixo)
— A forma de transmissão da Hepatite B pode ser evitada com a conscientização por parte dos profissionais de beleza dos métodos de prevenção, que seria a realização de uma boa limpeza dos materiais, seguida de um processo de esterilização, o uso de equipamentos de segurança e, principalmente, a vacinação contra a Hepatite B, que previne tanto a fase aguda da doença, quanto uma possível cronificação de uma lesão hepática. Dessa forma, a prevenção é um dever de todos os órgãos de saúde pública e levar saúde para população é nossa meta. Assim, entendemos que, por intermédio de informações precisas e de qualidade, pouco a pouco, alcançaremos nosso objetivo. Por isso é necessário que cada cidadão seja alertado quanto aos cuidados que deve observar na utilização dos seus serviços, segundo as normas estabelecidas pela Vigilância Sanitária -, diz Vívian Lanunce Fiúza, coordenadora do setor IEC-VISA.