Apesar do avanço da medicina, a cirurgia de coluna ainda traz muito medo para a maioria dos pacientes que precisam passar pelo procedimento. E esse sentimento é bastante compreensível, já que a coluna, uma haste flexível formada por vértebras, é a responsável pela sustentação do corpo, movimento de braços e pernas e locomoção.
Mas você sabia que, embora exista, o risco em uma cirurgia como essa é mínimo? Sim, ao contrário do que dizem por aí, os especialistas só optam pela operação quando os benefícios superam, e muito, os riscos. Mas para entender melhor o que é mito e o que realmente é verdade em relação a essa intervenção, VivaBem conversou com especialistas que elucidaram as principais dúvidas sobre o assunto. Veja a seguir: (Leia mais abaixo)
Mito. Na maioria dos quadros, os médicos iniciam um tratamento com uso de medicações e sessões de fisioterapia. Já nos casos em que não há melhora ou doenças mais graves como tumores, deformidades ou comprometimento neurológico, a cirurgia é indicada.
Ainda assim, boa parte dos problemas na coluna podem ser corrigidos com cirurgias endoscópicas ou procedimentos percutâneos, com anestesia local, considerados minimamente invasivos, pois nesses casos não é preciso fazer uma grande incisão ou modificar tecidos mais profundos e importantes. Por isso a recuperação é mais rápida.
Mito. Risco todo procedimento tem, mas, de acordo com os especialistas, as cirurgias são seguras e na maior parte delas não há necessidade de se aproximar de estruturas que possam causar paraplegia ou tetraplegia.
Os cirurgiões utilizam equipamentos qualificados que monitoram a região o tempo inteiro, avaliam em tempo real o que está sendo feito e a resposta do organismo.
Mito. Mas entenda que toda vez que o médico precisa cortar o paciente já se trata de um procedimento invasivo. O que mudou é o tamanho das incisões (cortes), que são cada vez menores, com menos sangramentos e que permitem uma recuperação mais rápida. (Leia mais abaixo)
Verdade. Porém, normalmente, as dores são leves e podem ser controladas com medicamentos e elas tendem a desaparecer. Quando isso não acontece, cabe ao médico avaliar a situação e prescrever o melhor tratamento.
Mito. A hérnia de disco raramente precisa de cirurgia. Somente em 10% dos casos, em que o tratamento convencional não tem uma boa resposta, há indicação cirúrgica.
O organismo costuma corrigir os sintomas leves e de curta duração com o uso de medicamentos associados à fisioterapia. Mas não é regra: cada caso é um caso.
Verdade. Isso já é uma realidade. A cirurgia endoscópica de coluna, como já citada, conta com uma tecnologia de ponta, em que o médico faz microincisões, auxiliado por um endoscópio para visualização da região tratada. Nessa opção, os pacientes têm uma recuperação mais rápida e com menos dor do que nas cirurgias tradicionais.
Verdade. As cirurgias endoscópicas são indicadas em inúmeros casos, especialmente nas hérnias de disco que precisam ser operadas. No entanto, é importante lembrar que toda tecnologia deve ser usada em prol do paciente, ou seja, o procedimento escolhido deve ser o melhor para cada caso, individualmente. (Leia mais abaixo)
Verdade. O paciente pode dormir em qualquer posição, desde que esteja confortável. Em geral, isso não interfere no tratamento. E, muitas vezes, o paciente já volta a andar no pós-operatório, ainda no hospital.
Depende. É muito importante que o paciente siga todas as indicações do pós-cirúrgico. Porém, nem sempre a fisioterapia é indicada. Mas, em alguns casos, ela pode ser necessária para acelerar a reabilitação e dar mais segurança ao paciente.
Verdade. Na teoria, ninguém precisa mais sofrer durante anos com dores crônicas ou agudas. As cirurgias, quando bem indicadas e executadas, podem resolver problemas que persistiram por anos e melhorar a qualidade de vida da pessoa.
Mito. Todo neurocirurgião é capacitado para essa intervenção, embora nem todos realizem o procedimento. Alguns ortopedistas se especializam em cirurgia de coluna e também fazem os procedimentos.
Verdade. Toda cirurgia que corta a pele deixa cicatriz. Contudo, as chamadas minimamente invasivas podem deixar marcas com menos de 1 centímetro de comprimento. E ainda há opções de tratamentos estéticos posteriores. (Leia mais abaixo)
Mito. Em alguns casos, atividades leves podem começar a ser feitas 2 semanas após o procedimento. Ou seja, o paciente pode andar, subir escadas, trabalhar, dirigir, entre outras. Já exercícios físicos, normalmente, são liberados a partir de um mês e meio.
Há casos, porém, em que é necessário realmente passar por um longo período de recuperação e evitar exercícios e atividades muito intensas.
Fonte: VivaBem