
A cidade de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, sofre graves consequências após um temporal que atingiu a localidade na terça-feira, 15. Até a noite desta quinta-feira (17), mais de 110 mortes foram confirmadas, entre homens, mulheres e crianças. O Corpo de Bombeiros ainda não contabilizou o número de desaparecidos. Um grupo com nove voluntários do GRV - Grupo de Resgate Voluntario (Emergency Life Support), saiu de Campos com destino a cidade petropolitana. Eles estão atuando no local, buscando sobreviventes.
Informações da Defesa Civil apontam que mais de 54 casas foram destruídas e mais de 370 pessoas foram acolhidas em locais de apoio. É para lá que estão sendo destinadas as doações.
O temporal que culminou na tragédia deixou ruas do centro histórico de Petrópolis e de outros bairros alagadas. Imagens fortes e impressionantes circularam nas redes sociais. Segundo o governo do Rio de Janeiro, foi a pior chuva na cidade desde 1932. A região serrana do estado, onde se localiza Petrópolis, viveu outras tragédias nas últimas décadas. Em 1988 e em 2011, temporais também causaram um grande número de mortes.
Dessa vez, um dos pontos mais impactados na cidade foi o Morro da Oficina, no Alto da Serra. Houve um grande deslizamento de terra no local, que fica próximo à Rua Tereza, conhecida área comercial do município perto do centro histórico. A prefeitura estima que cerca de 80 casas tenham sido afetadas. (Leia mais abaixo)
Diante do alto volume de óbitos, o município abriu covas às pressas no Cemitério do Centro. Em respeito à programação dos familiares, foi descartada a realização de enterros coletivos. Conforme cronograma divulgado, entre ontem (16) e hoje (17) aconteceram 18 sepultamentos, incluindo cinco crianças e adolescentes.