Vítimas de tragédia na BR 101 ganham homenagem no local do acidente

Após uma oração, Willis Lyra e Renato Borges fincaram uma cruz de madeira no local do acidente


  • 04/07/2017 13h48 | Foto: Divulgação.
O diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Brasília, inspetor Renato Borges, e o superintendente da corporação no Estado, Willis Lyra, fizeram uma homenagem, na manhã desta terça-feira (04), às vítimas da tragédia na BR 101, em Guarapari. O acidente, que deixou 23 mortos, aconteceu no dia 22 de junho. Após uma oração, Willis Lyra e Renato Borges fincaram uma cruz de madeira no local do acidente. O acidente A tragédia na BR 101, em Guarapari, aconteceu após a colisão entre a carreta, um ônibus de viagem e duas ambulâncias, no início da manhã de quinta-feira (22). Vinte e três pessoas morreram e outras 20 ficaram feridas. Na última quinta-feira, 22 morreram em um acidente ocorrido em um trecho da BR 101, em Guarapari, que aguarda duplicação A Polícia Rodoviária Federal (PRF) disse que a carreta transportava uma carga além da permitida e estava com pneu careca. O governo do estado decretou luto de três dias. Esta foi a pior tragédia em rodovias da história no Espírito Santo, segundo o secretário de Segurança Pública do Estado. Uso de cocaína Nesta segunda, a polícia divulgou que exames toxicológicos comprovaram que o motorista da carreta envolvida no maior acidente da história nas rodovias do Espírito Santo, Nadson Santos Silva, de 30 anos, usou cocaína e a anfetamina arrebite, horas antes de colidir contra o ônibus da Águia Branca. Vinte e três pessoas morreram. "Apesar de haver benzocaína, metabólico da cocaína, no organismo do motorista, ele não estava sob efeito da droga no momento do acidente. Ele usou a cocaína provavelmente cerca de 12 horas antes de viajar. Já o uso do rebite ocorreu logo antes de viajar. O grande risco dessa anfetamina é que ela tira o reflexo do motorista e, apesar de tirar o sono por um tempo, depois que o efeito passa, ele volta a ter uma sonolência intensa, podendo até dormir no volante", explicou o perito toxicológico Rafael Barcellos Bazarella.   Além disso, a perícia criminal descobriu que as características do caminhão foram adulteradas. De acordo com o perito criminal Marcus Bhering Bragança, o caminhão não tinha qualquer condição de fazer o transporte de carga. "Os freios e pneus estavam em más condições e havia excesso de carga. Ainda não há como dizer que estava em alta velocidade porque o disco do tacógrafo foi retirado pela PRF antes da chegada da perícia. Mas já sabemos que o aparelho não estava registrado e não tinha selos necessários ou para burlar a fiscalização ou por falta de manutenção". Para o delegado Alberto Roque Peres, titular da Delegacia de Delitos de Trânsito, o excesso de trabalho do motorista aliado às más condições dos caminhões usados pela transportadora só confirmam o fato de que o dono da empresa teve responsabilidade no acidente. "Convicção continua na mesma linha de que a negligência foi muito forte, de total desprezo à vida humana, o que caracteriza em dolo eventual. No sábado os últimos corpos foram liberados. Estamos ouvindo sobreviventes e quatro delas já representaram criminalmente o dono da transportadona". O delegado completou que a polícia já está perto de identificar o dono da pedra que era transportada. Ele também irá responder civil e administrativamente pelo acidente, podendo responder também criminalmente. Fonte: Gazeta Online 



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