Violência prejudica quase 70 mil alunos no Rio apenas nos três primeiros meses do ano

Apenas em 2017, já foram 30 dias de interrupção de atividades nas escolas. Secretaria municipal de Educação discute melhorias com secretaria estadual de Segurança para melhorar rotina das unidades


  • 19/04/2017 18h41 | Foto: Divulgação .
Após os recentes casos de violência perto de escolas do Rio, a secretaria municipal de Educação informou que está conversando com a secretaria estadual de Segurança para melhorar a rotina das unidades educacionais. As ações policiais atrapalham as atividades das escolas e já deixaram alguns funcionários e alunos feridos. Apenas em 2017, já foram 30 dias de interrupção de atividades nas escolas do município e cerca de 70 mil alunos ficaram sem aula. Nesta terça-feira (18), 792 alunos da rede municipal ficaram sem aula no Rio. Dos estudantes afetados, 228 deles frequentam unidades da Praça Seca, na Zona Oeste, e os outros 564 em creches em Acari, na Zona Norte. Nos dois casos, tiroteios interromperam as atividades das escolas. “Uma das balas atingiu de raspão o ombro dessa professora, que estava em sala de aula, dando aula pros seus alunos”, disse o coordenador do Sepe, Antônio Claudio de Andrade. Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostrou que, nos últimos anos, o rendimento dos alunos de escolas em áreas violentas é duas vezes pior do que os das outras escolas. O pesquisador Marcelo Burgos afirmou que o problema dessas escolas é de todas as pessoas que vivem na cidade. “Há uma certa tendência a se abandonar a ideia de que criança é um problema de todos, para você pensar apenas no seu filho, perdendo de vista que o seu filho cresce num contexto mais largo, cresce numa cidade. A gente tem que voltar a falar com ênfase ‘nossas crianças’, ao invés de, ‘meu filho’ porque não tem como criar o seu filho numa bolha”, afirmou o professor. Fonte: G1



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