Vigília teria motivado prisão preventiva da Bolsonaro

Flávio Bolsonaro convocou apoiadores para rezarem pela saúde do pai, que já cumpria prisão domiciliar desde agosto


  • 22/11/2025, 08h12, Foto: Divulgação.

A Polícia Federal pediu a prisão preventiva de Jair Bolsonaro em razão da vigília que ocorreria em frente ao condomínio do ex-presidente em Brasília. A vigília foi convocada pelo filho Flávio Bolsonaro, senador pelo PL do Rio de Janeiro. Ele pediu que apoiadores rezassem pela saúde de Jair Bolsonaro.

A informação sobre a motivação da prisão foi repassada à imprensa por agentes da Polícia Federal. O pedido de prisão preventiva foi aceito ainda na noite de sexta-feira 21 pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). (Leia mais abaixo)

Para a PF, uma aglomeração na frente do condomínio de Bolsonaro colocava em risco a ordem pública, tese acatada por Moraes.

A prisão preventiva, portanto, não tem relação com o cumprimento da pena de 27 anos e três meses à qual Bolsonaro foi condenado pela 1ª Turma do STF. A pena deve começar a ser cumprida quando o processo pela suposta tentativa de golpe transitar em julgado, ou seja, quando não houver mais possibilidade de recurso.

Os embargos de declaração da defesa foram rejeitados. Caberia embargos infringentes ainda, mas esse recurso ainda não foi ajuizado.

A prisão de Bolsonaro neste sábado, 22 - Bolsonaro foi preso às 6h40, em sua casa, e levado para a Superintendência da Polícia Federal. Ele passa por exame de corpo de delito. Segundo o g1, na decisão, Moraes determinou que os policiais não usassem algemas, não houvesse “exposição midiática” e deixou a critério da corporação o uso de uniforme e armas.

O ministro também ordena que, depois do cumprimento da medida, a autoridade policial comunique imediatamente ao STF. (Leia mais abaixo)

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde agosto, decretada por Moraes, num inquérito em que era investigado por coação, juntamente com seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se licenciou da Câmara Federal e vive nos EUA. Jair Bolsonaro não foi denunciado nesse caso, mas segue preso.

Fonte: Revista Oeste



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