Vídeos: Professor do caso da charge participa de oitiva

Charge envolvia os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump. Sepe faz ato em apoio ao professor


  • 04/04/2019 14h21 Foto e Vídeos: Filipe Lemos/Campos 24 Horas.

O professor Marcos Antônio Tavares da Silva que foi afastado do Liceu de Humanidade de Campos - após usar em sala de aula uma charge dos presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump - participou, nesta quinta-feira (4), de uma oitiva na Regional Norte Fluminense da secretaria de Estado de Educação (Seeduc). Ele estava acompanhado do advogado do Sepe, Rafael Carvalho e do assessor da Comissão de Educação da Alerj, Luciano Vasconcelos. Professores, estudantes e profissionais do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) realizaram um ato em apoio ao professor em frente a Regional.

O professor informou que a charge foi usada no dia 19 de março em uma atividade para casa, demandando pesquisa, além disso havia explicado em aula os conceitos de humor e comicidade. A atividade seria avaliada e pontuada, o que não aconteceu por conta de seu afastamento.  (Leia mais abaixo)

Ele disse que sua suspensão ocorreu no dia 26 de março, dia em que compareceu a unidade normalmente e ministrou aulas até às 10h20. Às 11h30 recebeu uma ligação do servidor Leonardo, perguntando se havia lido o Diário Oficial, solicitando que o docente comparecesse na Regional para tomar ciência de seu afastamento.

Segundo o professor, a atividade buscava avaliar o nível de senso crítico dos alunos, a capacidade de pesquisa, análise de contexto e das figuras de linguagem (como ironia, humor, satirização), devido ao caráter e à natureza da própria modalidade textual em questão.

Disse ainda que a utilização de charge como atividade pedagógica está prevista em seu planejamento semanal como instrumento pedagógico, como uma prévia para texto dissertativo-argumentativo, lançada no Diário de Classe, baseada no planejamento atual da Língua Portuguesa, que a utilização da charge foi abordada na elaboração do plano de curso deste ano e que a direção da escola não fez nenhuma crítica quanto a atividade.

Ele destacou que não houve nenhuma orientação política aos alunos e não houve questionamento ou reclamação por parte dos estudantes ou seus responsáveis. Marcos afirma veementemente que a charge não possui em hipótese alguma conotação sexual.

A respeito do salário, Marcos disse lhe foi garantido que não haverá prejuízo, inclusive da Gratificação por Lotação Prioritária (GLP). (Leia mais abaixo)



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