Anton Gerashchenko, conselheiro do Ministério do Interior, afirmou que forças russas entraram na zona de exclusão de Chernobyl (cerca de 100 km ao norte de Kiev) e estavam lutando “vigorosamente” com unidades de guardas de fronteira. “Se as instalações de armazenamento forem destruídas, a nuvem radioativa pode cobrir a Ucrânia, a Bielorrússia e a União Europeia”, disse ele. Segundo o líder de Executivo ucraniano Volodymyr Zelensky, as forças de defesa estão lutando para evitar que uma tragédia igual a de 1986 se repita. Para Zelensky, esta é uma “declaração de guerra em toda a Europa”. (Leia mais abaixo)
O receio é que a batalha possa danificar instalações de armazenamento de lixo nuclear, provocando uma precipitação que pode cobrir a Europa.
O acidente da usina de Chernobyl, em 26 de abril de 1986, perto da cidade de Pripyat, no norte da Ucrânia, costuma ser descrito como o pior desastre nuclear da história. A explosão inicial de um reator matou ao menos 30 pessoas e expôs milhões a um nível perigoso de radiação. O número de mortos varia entre os 9 mil estimados pela OMS e os 90 mil calculados pelo Greenpeace.
A Ucrânia afirma ter sofrido ao menos 203 ataques russos desde o início da invasão, na manhã desta quinta-feira (24/2). As informações foram divulgadas pelo Ministério de Defesa do país. As autoridades de segurança ucranianas garantem que há combates em quase todo o território e que os confrontos militares são intensos. No início da manhã, soldados russos teriam sido feitos prisioneiros.
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