
A Polícia Militar de Campos agiu de forma rápida e conseguiu descobrir um golpe do falso sequestro nesta segunda-feira (29), contra mãe, pai e filho de uma mesma família. Segundo a PM, o filhou chegou a sair de casa para depositar R$ 1.100 na conta dos criminosos. A polícia investiga a quadrilha que estava mantendo as três vítimas, de forma simultânea, em contato com os criminosos.
De acordo com a polícia, a primeira ligação dos bandidos foi para o pai, informando que sua mulher e seu filho teriam sido sequestrados. A segunda ligação foi recebida pela mãe, no bairro do Jockey Club. Pelo telefone, um criminoso disse que tinha sequestrado o marido e o filho da vítima. Eles exigiram dinheiro pela liberação dos dois.
A terceira ligação, foi para o filho, que estava na Avenida 28 de Março, dizendo que seu pai e sua mãe estavam sequestrados e que era para depositar a quantia de R$ 1.100 e recebeu instruções. Os criminosos mandaram que após o depósito fosse realizado, que o comprovante deveria ser rasgado.
A mulher saiu de sua residência, um condomínio residencial no bairro do Jockey Club e seguiu até o Parque Tamandaré para pedir dinheiro emprestado a um familiar, com o intuito de libertar seu marido e seu filho, que estavam nas mãos dos bandidos num suposto sequestro.
No mesmo momento, o homem recebeu ligação também dos criminosos dizendo que sua mulher e seu filho estavam sendo reféns. Os bandidos exigiram que ele depositasse uma quantia de R$ 10 mil.
Um familiar presenciou a ligação e entrou em contato com o 190 da PM pedindo ajuda. Os militares imediatamente se deslocaram ao local e conseguiram encontrar a vítima em contato com os supostos sequestradores.
Diversas equipes da PM foram mobilizadas. Logo após, mãe e filho conseguiram entrar em contato com o pai, sendo descoberta a fraude. O pai foi encontrado no bairro do Jockey pelo Serviço Reservado (P2). A polícia encontrou o filho na residência da família no condomínio. A mulher foi encontrada em um prédio no Parque Tamandaré.
Todas as vítimas foram encaminhadas para 134ª DP/Centro, onde a ocorrência será investigada. A polícia agora tenta descobrir quem participou das “negociações” e como os criminosos tinham informações da família, assim como todos os números das vítimas.