Vídeos: Médicos reclamam de sobrecarga no combate à Covid no CCC

Em ato simbólico nesta terça-feira, médicos falam sobre exaustão e que estamos vivendo a pior semana


  • 30/03/2021, 20h12, Foto: Bruno Sales/Campos 24 Horas.

(Vídeos ao final do texto) - Médicos e outros profissionais que trabalham no Centro de Combate ao Coronavírus (CCC), que funciona no prédio anexo ao Hospital da Beneficência Portuguesa em Campos, realizaram na noite desta terça-feira (30) um ato simbólico em frente ao hospital para chamar atenção da situação que atravessam no combate à pandemia. Sobre um carro de som e com um microfone à mão, eles reclamavam da sobrecarga de trabalho. Eles observaram um minuto de silêncio em homenagem aos que perderam a vida na luta contra a Covid e aos familiares que choram suas perdas. A médica Cynthia Cordeiro, coordenadora do CCC, falou em nome da equipe da unidade. 

— Nós, médicos do CCCC, precisamos de revezamento com outros médicos urgentemente. Estamos na linha de frente, exaustos e trabalhando há um ano no Covid sem parar, sem férias ou descanso. Faz um ano que o CCC foi inaugurado, mas não temos o que comemorar — disse a médica Cynthia.    (Leia mais abaixo)

A médica admitiu que esta foi a pior semana no Centro de Combate ao Coronavírus. “Fazemos um apelo à população para entender o momento da gravidade da pandemia. Esta semana que passou ou a pior semana CCC. Apelamos também aos gestores para que ouçam nossos problemas. Precisamos de um rodízio ou profissionais estão exaustos, muito cansados. E que forneçam leitos e insumos básicos  para cuidar dos nossos pacientes”, acrescentou. 

Cynthia Cordeiro informou já ter mantido contato com a antiga e atual gestão do CCC, mas até hoje não houve solução para as reivindicações dos profissionais. São médicos que trabalhavam em ambulatório e com a pandemia foram requisitados para a linha de frente o combate ao Covid-19.     

Em entrevista a uma emissora de TV, o subsecretário de Vigilância Sanitária, Atenção Básica e Promoção da Saúde, Charbel Kury, corroborou que esta é o período mais grave da pandemia.

— Estamos na fase pior do pior momento. Um dos piores indicadores é esta fila de 39 pacientes à espera de leitos de UTI. Trata-se de uma terceira onda que traz um índice elevado de pessoas doentes que caminham rapidamente de um quadro aparentemente estável para um quadro de gravidade. E que atinge agora pessoas mais jovens, entre 30 e 50 anos, que chegam com 10% do pulmão e rapidamente avança para 90% — relatou.   (Abaixo, dois vídeos do ato)

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