VÍDEO: Médicos e Prefeitura não chegam a acordo no MP; greve nesta 3ª é mantida

Após reunião no Ministério Público nesta segunda-feira, médico diz que consequências não são boas


  • 17/02/2020, 18h22, Foto: Campos 24 Horas.

(Vídeo ao final das informações) Atualizada em 18/02 às 14h56 - Para marcar o início da greve, os médicos da rede municipal de Campos realizaram um ato simbólico em frente ao Hospital Geral de Guarus (HGG), nesta terçao-feira (18), com cartazes e faixas por melhorias para a categoria.

Médicos e Prefeitura não chegam a acordo no MP; greve nesta 3ª é mantida (Leia mais abaixo)

Não houve acordo entre os representantes da Prefeitura de Campos e o Sindicato dos Médicos, na reunião que poderia suspender a greve dos profissionais marcada para esta terça-feira (18). A reunião foi realizada na tarde desta segunda-feira (17), na sede do Ministério Público Estadual (MPRJ), com a promotora de Justiça Maristela Naurath. O procurador-geral do Município, José Paes Neto, representou a Prefeitura. Com isso, os médicos entram mesmo em greve, por tempo indeterminado, até que haja acordo entre as partes. 

O presidente do Sindicato dos Médicos, José Roberto Crespo, enumerou pontos críticos da Saúde de Campos, destacando a situação precária vivenciada por médicos que não têm condições de trabalho e o estado precário de unidades médicas. Crespo analisa que as consequências não são boas, porque as pessoas vão ficar prejudicadas, levando em consideração que não estarão sendo feitas consultas ambulatoriais e consultas agendadas. Mas que a maioria da população vai continuar sendo atendida nas UPHs 24h, além do Hospital Ferreira Machado (HFM) e Hospital Geral de Guarus (HGG), em seu nível máximo. Nos postos e bairros, o atendimento estará suspenso temporariamente.

PRINCIPAIS PONTOS – O presidente do Sindicato dos Médicos enumera alguns pontos considerados críticos na área da saúde em Campos, como salários mais baixos da região, péssimas condições trabalho nas unidades de saúde, entre outros.

- O município tem muita dificuldade na questão estrutural dos postos, que estão sucateados e com a situação piorando cada vez mais, fora dos padrões da Vigilância Sanitária e Cremerj na área de atendimento, a partir de constatação de vistorias feitas nos dois hospitais da cidade. Sem falar que o salário dos profissionais médicos daqui que são os mais baixos da região. Unidades desestruturadas não só na sua base estrutural, mas em medicamentos e insumos. É preciso sensibilidade do município e ver que ele é extenso com postos distantes 70 km da cidade. É preciso sensibilidade do gestor na questão do trabalho da gente”, afirma José Roberto Crespo.

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