Jogador do Campos guardava drogas para chefe do tráfico, diz delegado; vídeo
Segundo a polícia, petroleiro era ‘armeiro’
16/10/2018 12h11 Foto: Filipe Lemos/Campos 24 Horas e Reprodução/Facebook.
Veja vídeo ao final das informações - Yuri de Carvalho da Silva, de 23 anos, um dos alvos da Operação Verde Oliva, foi preso na manhã desta terça-feira (16), durante a ação do Ministério Público e das polícias Civil e Militar, em Guarus, Campos.
Segundo as investigações, Yuri, jogador de futebol do Clube Campos Atlético, era participante da quadrilha.
Ele foi autuado por organização criminosa, tráfico de drogas e associação ao tráfico (Artigo 35 da lei 11343/2016).
De acordo com o delegado titular da 146ª DP/Guarus, ele era traficante. "Ele e o irmão guardavam drogas do chefe desta facção criminosa para posteriormente abastecer os pontos de venda na região", disse o delegado.
Também foi preso o armeiro, identificado como P.C.L., que fazia conserto das armas. Segundo o delegado, ele colocava kit rajada, criava alongadores de carregador e recebia em dinheiro pelo serviço.
Ainda de acordo com a polícia, P. era petroleiro e nos dias de folga exercia a função de 'armeiro'.
NOTA DO CAMPOS ATLÉTICO:
O CAMPOS ATLÉTICO ASSOCIAÇÃO vem a público manifestar-se acerca das notícias envolvendo o atleta Yuri Carvalho da Silva, quanto ao suposto envolvimento do atleta com os fatos criminosos que culminaram na sua prisão temporária (30 dias) decretada pela justiça. A prisão cautelar visa garantir a investigação criminal, sendo certo que ainda serão investigados e julgados pelos poderes competentes.
Contudo, o clube expressa o seu absoluto repúdio à condutas criminosas, sejam elas praticadas por qualquer agente, no caso em tela, envolve uma investigação de suposto crime praticado por atleta com vínculo de trabalho com esta entidade de prática esportiva, razão pela qual vem a público se manifestar.
Neste sentido, cabe exclusivamente ao Poder Judiciário apurar e julgar se houve ou não cometimento de crime no qual está sendo imputado ao atleta e que eventuais condutas são individualizadas por cada indivíduo.
Não pode a imagem do clube sofrer prejuízo manchando toda história linda e centenária que construiu.
Insta salientar que em nosso ordenamento jurídico pátrio dispõe-se que em processo criminal o réu se defende dos fatos que a ela é dirigido, como garantia do Devido Processo Legal este deverá ter respeitado do seu direito à Ampla e irrestrita Defesa corolário do Princípio do Contraditório.
Informa-se ainda que o clube vem prestando todo apoio jurídico ao atleta e sua família para apuração e defesa dos fatos a ele imputados, bem como destaca que não compactua e repudia com veemência qualquer ato ilícito praticado.
VEJA VÍDEO: