
Veja vídeo ao final das informações - O fim de semana foi marcado por uma denúncia séria que tem se repetido à exaustão em várias partes do país. Uma família que enterra alguém, achando que este é seu ente morto pela Covid-19, e descobre horas ou dias depois que seu parente não morreu. Parece um caso distante, porém uma família de Campos está denunciando um caso semelhante. O pastor Jonellis Barcelos sepultou no último dia 19 o seu pai, Sr. João Manoel Barcelos, que segundo o Centro de Controle Combate ao Coronavírus, instalado pela prefeitura no Hospital Beneficência Portuguesa, faleceu por causa da Covid-19.
Seguindo os protocolos da pandemia, o caixão foi lacrado e a família proibida de reconhecer o corpo após o óbito. O enterro foi realizado e, em menos de 24 horas após o sepultamento de João Manoel, uma de suas filhas recebeu um telefonema do hospital, informando o quadro clínico do paciente, neste caso, seu pai. (Leia mais abaixo)
Assustada com tal situação, a filha de João perguntou à médica a condição e se realmente estava correta sobre o paciente.A médica confirmou. A partir daí, a família se viu em uma situação inusitada: Quem foi enterrado?
ADVOGADO ENTRA COM AÇÃO - O advogado da família, Alexander da Mata, explicou que já entrou com uma ação judicial e o juiz respondeu rapidamente , dando uma decisão liminar contra o hospital, com determinação para que a unidade forneça todo o prontuário médico do suposto falecido. Determinou ainda que o médico que atestou o óbito de João Manoel preste uma declaração e, posteriormente, será analisado se haverá necessidade ou não de pedir exumação do corpo.
O advogado disse também que há um pedido de danos morais. Segundo ele, são três processos diferentes, um para cada filho: Pastor Jonellis Barcelos, Janaína Barcelos e Soraya Barcelos.
NOTA DA PREFEITURA - A equipe médica da Unidade de Terapia Intensiva informa que se desculpou pessoalmente com a família e agora o faz publicamente. Importante destacar que o ocorrido também está sendo investigado pela direção da Unidade e o que foi apurado é que este foi o único óbito registrado no dia. O que ocorreu de fato foi um equívoco ao verificar o contato do familiar - a informação era em relação a um paciente de nome José Manoel e foi repassada a família de João Manoel. O que ocorreu é grave e a equipe pede sinceras desculpas. Cabe lembrar que o protocolo seguido no Município para liberação de corpo e enterro é o protocolo da Organização Mundial de Saúde seguido não só em Campos, mas em todo o país. A equipe médica somente autorizou a entrada do filho da vítima após paramentação (colocação de EPI - Equipamento de Proteção Individual) apenas devido a grave situação. A unidade lamenta profundamente o ocorrido e lembra que todos os profissionais que atuam no local são extremamente capacitados e zelosos. Além de possuirem reconhecimento no enfrentamento ao Coronavirus. Em menos de seis meses já foram atendidas mais de 15 mil pessoas na unidade.
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