Izabela de Souza Silva, filha da vítima.
(Veja vídeos ao final das informações) Um grupo de mulheres de Campos esteve em frente ao Forum Maria Tereza Gusmão nesta quinta-feira (07), munidas de faixas e cartazes, para um movimento de protesto contra o feminicídio, durante a audiência de instrução e julgamento do crime que teve como vitima a doméstica de iniciais R.B.S, de 44 anos, que ficou paraplégica após uma tentativa de feminicídio, no mês de junho passado, praticada pelo ex-namorado de iniciais M.S.R, que desferiu cinco tiros na ex-namorada por estar inconformado com o fim do relacionamento. Izabela de Souza, filha da vítima, falou ao Campos 24 Horas, encorajando as mulheres que sofrem violência a denunciar nos órgãos competentes. (vídeo ao final das informações)
A filha Izabela de Souza afirmou ainda que as mulheres jamais devem se calar ou se intimidar no momento de denunciar agressões ou violações. “Minha mãe, mesmo com as dificuldades que teve jamais se calou e fez questão de expor a situação. E este movimento também servirá para que outras mulheres não venham passar pelo que ela passou", afirmou (Leia mais abaixo)
RELEMBRE - O crime foi cometido no dia 01 de junho deste ano. A vítima estava a caminho do trabalho, quando foi abordada pelo ex-namorado, na Rua Azevedo Lima, no Parque Leopoldina.
Inconformado com o fim do relacionamento, após fazer algumas perguntas, ele desferiu cinco disparos na mulher. Um deles acertou o pescoço, o que fez com que Roberta se tornasse tetraplégica.
Após a agressão, o autor ficou pouco mais de um mês foragido e depois se apresentou à Polícia. A vítima sofreu lesões no ombro e na coluna cervical em C5 e C6, tendo ficado internada por cerca de 80 dias no Hospital Ferreira Machado.